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Biologic therapies for cancer treatment : insights on immunotherapies targeting relapsed/refractory multiple myeloma

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Resumo:O Mieloma Múltiplo (MM) constitui a segunda patologia hemato-oncológica mais comum. É uma patologia complexa e heterogénea, caracterizada por recaídas recorrentes e resistência à terapêutica. A sua patogénese envolve a interação dos plasmócitos malignos com o seu microambiente na medula óssea, envolvendo mecanismos imunológicos. Clinicamente, evolui de um estado pré-maligno assintomático para mieloma ou outra doença maligna relacionada, cuja progressão é influenciada pela citogenética subjacente. A emergência de novas terapêuticas ao longo das últimas décadas transformou o panorama no MM, com uma melhoria significativa dos resultados clínicos e reportados pelo doente. O advento de terapêuticas dirigidas para mecanismos biopatológicos específicos modificou o paradigma terapêutico, com impacto nas taxas de resposta e sobrevivência. No que concerne ao Mieloma Múltiplo em Recaída ou Refratário, nos últimos anos têm sido desenvolvidas terapêuticas emergentes que podem constituir uma alternativa. O antigénio de superfície B-Cell Maturation Antigen (BCMA) é um alvo específico, cuja expressão é particularmente pronunciada nos plasmócitos malignos. A imunoterapia direcionada para o antigénio BCMA tem demonstrado resultados clínicos promissores em doentes refratários às terapêuticas convencionais, independentemente da heterogeneidade e risco genéticos. No entanto, foram descritos resultados desfavoráveis quanto à toxicidade, ausência de efetividade e mecanismos de resistência. A imunoterapia anti-BCMA inclui conjugados anticorpo-fármaco (ADC), anticorpos biespecíficos (BiTES) e terapias celulares autólogas (células CAR T). Os conjugados anticorpo-fármaco são compostos por anticorpos monoclonais ligados covalentemente a fármacos citotóxicos, envolvidos na lesão e morte celular. Os anticorpos biespecíficos contém um fragmento de cadeia única variável associado a dois anticorpos monoclonais que se ligam concomitantemente a BCMA e ao antigénio de superfície CD3 das células T, desencadeando a ligação cruzada de células T e células do MM, ativação das células T CD4+/CD8+ e secreção de citocinas citotóxicas, com subsequente morte celular. As células CAR T conectam-se a BCMA, com consequente ativação, secreção de citocinas citotóxicas e morte celular. As terapêuticas emergentes direcionadas para BCMA demonstraram resultados encorajadores no Mieloma Múltiplo em Recaída ou Refratário, em particular as terapias celulares. Todavia, permanecem alguns desafios a considerar, como a efetividade e segurança a longo prazo, a sequência no algoritmo terapêutico e a ocorrência de resistências à terapêutica.
Autores principais:Pereira, Patrícia Marina Mendonça
Assunto:Multiple myeloma Relapsed/refractory multiple myeloma treatment Biologic therapies Immunotherapy BCMA surface antigen Mestrado Integrado - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O Mieloma Múltiplo (MM) constitui a segunda patologia hemato-oncológica mais comum. É uma patologia complexa e heterogénea, caracterizada por recaídas recorrentes e resistência à terapêutica. A sua patogénese envolve a interação dos plasmócitos malignos com o seu microambiente na medula óssea, envolvendo mecanismos imunológicos. Clinicamente, evolui de um estado pré-maligno assintomático para mieloma ou outra doença maligna relacionada, cuja progressão é influenciada pela citogenética subjacente. A emergência de novas terapêuticas ao longo das últimas décadas transformou o panorama no MM, com uma melhoria significativa dos resultados clínicos e reportados pelo doente. O advento de terapêuticas dirigidas para mecanismos biopatológicos específicos modificou o paradigma terapêutico, com impacto nas taxas de resposta e sobrevivência. No que concerne ao Mieloma Múltiplo em Recaída ou Refratário, nos últimos anos têm sido desenvolvidas terapêuticas emergentes que podem constituir uma alternativa. O antigénio de superfície B-Cell Maturation Antigen (BCMA) é um alvo específico, cuja expressão é particularmente pronunciada nos plasmócitos malignos. A imunoterapia direcionada para o antigénio BCMA tem demonstrado resultados clínicos promissores em doentes refratários às terapêuticas convencionais, independentemente da heterogeneidade e risco genéticos. No entanto, foram descritos resultados desfavoráveis quanto à toxicidade, ausência de efetividade e mecanismos de resistência. A imunoterapia anti-BCMA inclui conjugados anticorpo-fármaco (ADC), anticorpos biespecíficos (BiTES) e terapias celulares autólogas (células CAR T). Os conjugados anticorpo-fármaco são compostos por anticorpos monoclonais ligados covalentemente a fármacos citotóxicos, envolvidos na lesão e morte celular. Os anticorpos biespecíficos contém um fragmento de cadeia única variável associado a dois anticorpos monoclonais que se ligam concomitantemente a BCMA e ao antigénio de superfície CD3 das células T, desencadeando a ligação cruzada de células T e células do MM, ativação das células T CD4+/CD8+ e secreção de citocinas citotóxicas, com subsequente morte celular. As células CAR T conectam-se a BCMA, com consequente ativação, secreção de citocinas citotóxicas e morte celular. As terapêuticas emergentes direcionadas para BCMA demonstraram resultados encorajadores no Mieloma Múltiplo em Recaída ou Refratário, em particular as terapias celulares. Todavia, permanecem alguns desafios a considerar, como a efetividade e segurança a longo prazo, a sequência no algoritmo terapêutico e a ocorrência de resistências à terapêutica.