Publicação
Consulta farmacêutica em ambiente hospitalar na Europa e em Portugal
| Resumo: | Os serviços farmacêuticos hospitalares são responsáveis por assegurar o acesso dos doentes aos seus medicamentos, garantir a qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos e outros produtos de saúde, integrar as equipas multidisciplinares prestadoras de cuidados de saúde e promover ações de investigação e ensino. Os farmacêuticos hospitalares exercem várias atividades importantes, nomeadamente a dispensa de medicamentos e produtos de saúde. Quando a dispensa de medicamentos é realizada em regime de ambulatório, muitas vezes há a necessidade de associar a esta uma ferramenta designada de consulta farmacêutica. A consulta farmacêutica consiste numa entrevista realizada por um farmacêutico a um doente. Esta apresenta como objetivo ensinar e ajudar o doente a compreender as suas patologias e medicação, de forma a incentivar a adesão, e a diminuir a incidência de eventos adversos relacionados com os medicamentos e potenciais desperdícios de medicação. Desde a pandemia de COVID-19 que se tem verificado também um maior desenvolvimento de teleconsultas farmacêuticas, onde através da tecnologia é possível realizar um maior acompanhamento do doente, e apoiá-lo nos seus desafios e decisões diárias. Nos últimos anos, vários países europeus dedicaram-se a desenvolver os seus próprios modelos de estratificação e/ou de estruturação de uma consulta farmacêutica. Apesar de serem feitos em diferentes países, existe cada vez mais uma preocupação em comum, que consiste em desenvolver modelos de consulta farmacêutica centrados no doente. Com a implementação gradual destes modelos centrados no doente em vários países, começaram a surgir resultados de estudos realizados sobre o impacto e os benefícios que uma consulta farmacêutica pode ter. Os resultados destes estudos têm demonstrado um feedback positivo quer dos doentes quer dos outros profissionais de saúde que integram os estudos. No entanto, apesar dos resultados positivos, as consultas farmacêuticas são uma ferramenta que ainda não está amplamente implementada. Existem várias razões para estes resultados, nomeadamente o facto de ser uma abordagem que está a ser explorada há relativamente pouco tempo, e a falta de investimento nesta área. |
|---|---|
| Autores principais: | Machado, Bárbara Santiago Costa |
| Assunto: | Serviços farmacêuticos hospitalares Farmácia Hospitalar Consulta Farmacêutica Teleconsultas farmacêuticas Mestrado Integrado - 2023 |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os serviços farmacêuticos hospitalares são responsáveis por assegurar o acesso dos doentes aos seus medicamentos, garantir a qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos e outros produtos de saúde, integrar as equipas multidisciplinares prestadoras de cuidados de saúde e promover ações de investigação e ensino. Os farmacêuticos hospitalares exercem várias atividades importantes, nomeadamente a dispensa de medicamentos e produtos de saúde. Quando a dispensa de medicamentos é realizada em regime de ambulatório, muitas vezes há a necessidade de associar a esta uma ferramenta designada de consulta farmacêutica. A consulta farmacêutica consiste numa entrevista realizada por um farmacêutico a um doente. Esta apresenta como objetivo ensinar e ajudar o doente a compreender as suas patologias e medicação, de forma a incentivar a adesão, e a diminuir a incidência de eventos adversos relacionados com os medicamentos e potenciais desperdícios de medicação. Desde a pandemia de COVID-19 que se tem verificado também um maior desenvolvimento de teleconsultas farmacêuticas, onde através da tecnologia é possível realizar um maior acompanhamento do doente, e apoiá-lo nos seus desafios e decisões diárias. Nos últimos anos, vários países europeus dedicaram-se a desenvolver os seus próprios modelos de estratificação e/ou de estruturação de uma consulta farmacêutica. Apesar de serem feitos em diferentes países, existe cada vez mais uma preocupação em comum, que consiste em desenvolver modelos de consulta farmacêutica centrados no doente. Com a implementação gradual destes modelos centrados no doente em vários países, começaram a surgir resultados de estudos realizados sobre o impacto e os benefícios que uma consulta farmacêutica pode ter. Os resultados destes estudos têm demonstrado um feedback positivo quer dos doentes quer dos outros profissionais de saúde que integram os estudos. No entanto, apesar dos resultados positivos, as consultas farmacêuticas são uma ferramenta que ainda não está amplamente implementada. Existem várias razões para estes resultados, nomeadamente o facto de ser uma abordagem que está a ser explorada há relativamente pouco tempo, e a falta de investimento nesta área. |
|---|