Publicação
Influência do estado nutricional e da capacidade antioxidante no controlo do cancro
| Resumo: | O cancro é uma das principais causas de mortalidade a nível mundial, sendo uma doença com uma tendência de crescimento significativo nas próximas décadas. Dada a sua elevada incidência e o impacto que têm na vida das pessoas, as doenças oncológicas têm sido alvo de inúmeros estudos. Entre os principais intervenientes no processo de carcinogénese, estão as espécies reativas de oxigénio, algumas delas radicais livres instáveis que reagem com diferentes compostos para obter estabilidade. Estão envolvidas em reações em cadeia que causam danos celulares ao nível das proteínas, ácidos nucleicos e lípidos e, quando em excesso ou em caso de disfunção dos sistemas antioxidantes, contribuem para estados de stress oxidativo. Com a evolução do conhecimento científico, foi possível chegar a vários tratamentos para o cancro e, hoje em dia, o desenvolvimento de terapias inovadoras e eficazes é uma prioridade no panorama da investigação. No entanto, o sucesso das intervenções terapêuticas vai muito para além das questões diretamente associadas aos fármacos e às abordagens utilizadas e é também influenciado por uma série de fatores, desde o historial médico e co-morbilidades do doente até ao seu estado nutricional. O tratamento desta patologia varia de acordo com o tipo de cancro presente, a sua localização e as suas especificidades, englobando técnicas como a quimioterapia, a radioterapia ou a cirurgia. Recentemente, os antioxidantes têm sido estudados como potenciais adjuvantes desta terapêutica, podendo adicionalmente ter uma ação benéfica sobre os efeitos adversos do tratamento. São substâncias que conseguem neutralizar a produção de radicais livres e contrabalançar os mecanismos de oxidação. Podem ser classificados como endógenos (por exemplo, enzimas) ou exógenos (como carotenoides, compostos fenólicos, minerais e vitaminas). A presente monografia analisa os desafios nutricionais gerados pelas várias opções terapêuticas anticancerígenas e potenciais estratégias para minimização dos efeitos secundários com impacto no estado nutricional do doente oncológico, após ser feita a sua caracterização. É ainda descrito o papel dos antioxidantes dietéticos e feita uma breve menção ao modo como os antioxidantes podem modular os níveis de espécies reativas de oxigénio de forma a avaliar as potencialidades dos mesmos como alvos terapêuticos. |
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| Autores principais: | Galego, Rafaela Alves |
| Assunto: | Cancro ROS Terapêutica oncológica Estado nutricional Antioxidantes Mestrado integrado - 2022 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O cancro é uma das principais causas de mortalidade a nível mundial, sendo uma doença com uma tendência de crescimento significativo nas próximas décadas. Dada a sua elevada incidência e o impacto que têm na vida das pessoas, as doenças oncológicas têm sido alvo de inúmeros estudos. Entre os principais intervenientes no processo de carcinogénese, estão as espécies reativas de oxigénio, algumas delas radicais livres instáveis que reagem com diferentes compostos para obter estabilidade. Estão envolvidas em reações em cadeia que causam danos celulares ao nível das proteínas, ácidos nucleicos e lípidos e, quando em excesso ou em caso de disfunção dos sistemas antioxidantes, contribuem para estados de stress oxidativo. Com a evolução do conhecimento científico, foi possível chegar a vários tratamentos para o cancro e, hoje em dia, o desenvolvimento de terapias inovadoras e eficazes é uma prioridade no panorama da investigação. No entanto, o sucesso das intervenções terapêuticas vai muito para além das questões diretamente associadas aos fármacos e às abordagens utilizadas e é também influenciado por uma série de fatores, desde o historial médico e co-morbilidades do doente até ao seu estado nutricional. O tratamento desta patologia varia de acordo com o tipo de cancro presente, a sua localização e as suas especificidades, englobando técnicas como a quimioterapia, a radioterapia ou a cirurgia. Recentemente, os antioxidantes têm sido estudados como potenciais adjuvantes desta terapêutica, podendo adicionalmente ter uma ação benéfica sobre os efeitos adversos do tratamento. São substâncias que conseguem neutralizar a produção de radicais livres e contrabalançar os mecanismos de oxidação. Podem ser classificados como endógenos (por exemplo, enzimas) ou exógenos (como carotenoides, compostos fenólicos, minerais e vitaminas). A presente monografia analisa os desafios nutricionais gerados pelas várias opções terapêuticas anticancerígenas e potenciais estratégias para minimização dos efeitos secundários com impacto no estado nutricional do doente oncológico, após ser feita a sua caracterização. É ainda descrito o papel dos antioxidantes dietéticos e feita uma breve menção ao modo como os antioxidantes podem modular os níveis de espécies reativas de oxigénio de forma a avaliar as potencialidades dos mesmos como alvos terapêuticos. |
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