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Sustentabilidade da Segurança Social: serão os Fundos de Pensões a solução do problema?

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Summary:Com uma crescente melhoria das condições de vida da população, melhores acessos a cuidados de saúde e alimentação, a esperança média de vida das populações tem vindo a crescer. Para a Segurança Social, o facto de a população se tornar mais envelhecida traduz-se num significativo aumento da despesa em pensões de velhice. Por outro lado, a população jovem tem vindo a diminuir fazendo com que as contribuições para a Segurança Social sejam insuficientes para garantir a subsistência do sistema. A forma de salvaguardar o funcionamento da Segurança Social, tal como a conhecemos, é através de transferências do Estado e da União Europeia, que têm de ser cada vez em maior valor para colmatar a discrepância entre a receita proveniente das contribuições e as despesas com pensões. Face a este problema, as pensões de velhice da Segurança Social têm vindo a diminuir. Estima-se que em 2060 a taxa de substituição da reforma seja cerca de 30,7% face a 57,5% observada atualmente (de acordo com estimativas da Comissão Europeia, 2015). Uma forma de combater esta diferença passa pelo incentivo à aquisição de produtos financeiros de poupança reforma a título individual, como por exemplo, fundos de pensões, para que, na idade da reforma, um indivíduo possa ter um complemento à reforma da Segurança Social que lhe permita uma velhice mais digna e confortável.
Main Authors:Duarte, Diana Isabel Botelho
Subject:Segurança Social Fundo de pensões Reforma Pensão Velhice População Teses de mestrado - 2020
Year:2020
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade de Lisboa
Language:Portuguese
Origin:Repositório da Universidade de Lisboa
Description
Summary:Com uma crescente melhoria das condições de vida da população, melhores acessos a cuidados de saúde e alimentação, a esperança média de vida das populações tem vindo a crescer. Para a Segurança Social, o facto de a população se tornar mais envelhecida traduz-se num significativo aumento da despesa em pensões de velhice. Por outro lado, a população jovem tem vindo a diminuir fazendo com que as contribuições para a Segurança Social sejam insuficientes para garantir a subsistência do sistema. A forma de salvaguardar o funcionamento da Segurança Social, tal como a conhecemos, é através de transferências do Estado e da União Europeia, que têm de ser cada vez em maior valor para colmatar a discrepância entre a receita proveniente das contribuições e as despesas com pensões. Face a este problema, as pensões de velhice da Segurança Social têm vindo a diminuir. Estima-se que em 2060 a taxa de substituição da reforma seja cerca de 30,7% face a 57,5% observada atualmente (de acordo com estimativas da Comissão Europeia, 2015). Uma forma de combater esta diferença passa pelo incentivo à aquisição de produtos financeiros de poupança reforma a título individual, como por exemplo, fundos de pensões, para que, na idade da reforma, um indivíduo possa ter um complemento à reforma da Segurança Social que lhe permita uma velhice mais digna e confortável.