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Estudo retrospetivo sobre síndrome de úlcera gástrica equina diagnosticada por gastroscopia num hospital de referência em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A síndrome de úlcera gástrica equina, ou SUGE, define-se como o conjunto de sinais clínicos decorrentes da ulceração gástrica. Esta ulceração trata-se da alteração da mucosa gástrica onde se verifica a destruição de elementos celulares, resultando numa lesão que se pode estender até à lâmina própria da mucosa. Atualmente, ainda existe alguma discussão sobre os mecanismos que despoletam a ulceração gástrica e sobre efetivamente quais os fatores de risco que potenciam esta síndrome e o seu impacto. De acordo com os estudos publicados, o meio de diagnóstico mais indicado é a gastroscopia e o tratamento resume-se a uma intervenção farmacológica e à mitigação dos fatores de risco identificados. O presente estudo retrospetivo teve como objetivo caracterizar as lesões da síndrome de úlcera gástrica equina diagnosticadas por gastroscopia no Serviço de Cirurgia e Urgência de Equinos da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, no período entre 2018 e 2023. Para além disso também se pretendeu esclarecer a relação ou não entre alguns fatores de risco com as lesões provocadas pela síndrome de úlcera gástrica equina e quantificar o sucesso terapêutico e evolução das úlceras gástricas diagnosticadas no serviço de referência. A amostra é constituída por quarenta e três indivíduos que foram referenciados para o serviço para gastroscopia. Além da caracterização da amostra, foi possível identificar que equinos machos eram mais predispostos a úlceras gástricas e doença escamosa equina, tal como o impacto do fornecimento de forragem à discrição, sendo que neste caso, os equinos apresentavam menos frequentemente doença escamosa equina. Não se verificou nenhuma relação estatisticamente significativa com fatores de risco como idade, exercício e regime de estabulação. Adicionalmente, foi possível averiguar que a terapêutica recomendada está de acordo com as linhas orientadoras atuais e que o sucesso do tratamento apresenta inconsistências. A alimentação tem de facto um papel do desenvolvimento de úlceras gástricas, especialmente na mucosa escamosa e pode haver uma componente hormonal envolvida no surgimento de úlceras gástricas. A compliance terapêutica e tipo de doença gástrica podem interferir na evolução das úlceras gástricas
Autores principais:Salvador, João Afonso Ferreira
Assunto:Equino Úlcera gástrica SUGE Gastroscopia Equine Gastric ulcer EGUS Gastroscopy
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A síndrome de úlcera gástrica equina, ou SUGE, define-se como o conjunto de sinais clínicos decorrentes da ulceração gástrica. Esta ulceração trata-se da alteração da mucosa gástrica onde se verifica a destruição de elementos celulares, resultando numa lesão que se pode estender até à lâmina própria da mucosa. Atualmente, ainda existe alguma discussão sobre os mecanismos que despoletam a ulceração gástrica e sobre efetivamente quais os fatores de risco que potenciam esta síndrome e o seu impacto. De acordo com os estudos publicados, o meio de diagnóstico mais indicado é a gastroscopia e o tratamento resume-se a uma intervenção farmacológica e à mitigação dos fatores de risco identificados. O presente estudo retrospetivo teve como objetivo caracterizar as lesões da síndrome de úlcera gástrica equina diagnosticadas por gastroscopia no Serviço de Cirurgia e Urgência de Equinos da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, no período entre 2018 e 2023. Para além disso também se pretendeu esclarecer a relação ou não entre alguns fatores de risco com as lesões provocadas pela síndrome de úlcera gástrica equina e quantificar o sucesso terapêutico e evolução das úlceras gástricas diagnosticadas no serviço de referência. A amostra é constituída por quarenta e três indivíduos que foram referenciados para o serviço para gastroscopia. Além da caracterização da amostra, foi possível identificar que equinos machos eram mais predispostos a úlceras gástricas e doença escamosa equina, tal como o impacto do fornecimento de forragem à discrição, sendo que neste caso, os equinos apresentavam menos frequentemente doença escamosa equina. Não se verificou nenhuma relação estatisticamente significativa com fatores de risco como idade, exercício e regime de estabulação. Adicionalmente, foi possível averiguar que a terapêutica recomendada está de acordo com as linhas orientadoras atuais e que o sucesso do tratamento apresenta inconsistências. A alimentação tem de facto um papel do desenvolvimento de úlceras gástricas, especialmente na mucosa escamosa e pode haver uma componente hormonal envolvida no surgimento de úlceras gástricas. A compliance terapêutica e tipo de doença gástrica podem interferir na evolução das úlceras gástricas