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Ajudantes de Ação Direta:necessidades em contexto institucional

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O aumento da esperança de vida, as grandes e inerentes dependências ao nível da saúde do idoso e as alterações recentes na estrutura familiar, leva a que as famílias procurem respostas de apoio para acolher e cuidar dos seus idosos, o que leva à necessidade, cada vez maior, de profissionais com uma formação pessoal e profissional que garanta maior rigor e competência no trabalho executado. O presente trabalho centra-se no papel das ajudantes de ação direta em contexto de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas. A tarefa das ajudantes de ação direta, que se denomina de cuidadores formais, exige um esforço físico e mental e, como tal, acarreta dificuldades. A falta de capacitação, de conhecimentos e de experiência profissional, podem muitas vezes levar à insegurança, desorganização, atitudes inadequadas face aos idosos, e provocar algum desgaste ao cuidador. Torna-se muito importante que as ajudantes de ação direta, para além de competências humanas, detenham competências técnicas. Neste estudo optou-se por uma investigação qualitativa através da realização de entrevistas semi-dirigidas a quinze Ajudantes de Ação Direta que prestam serviço na Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) da Santa Casa da Misericórdia da Amadora. Os dados recolhidos, revelam que se trata de um grupo com baixos níveis de escolaridade e fracas qualificações profissionais. Contudo, valorizam os conhecimentos e competências adquiridas no local de trabalho, e consideram traduzir-se numa mais-valia no seu dia-a-dia, apostando em ter mais formação não só ao nível de competências técnicas, mas também adquirir conhecimento teórico sobre os vários tipos de demência, para saber melhor lidar com o idoso. O desconhecimento acerca das várias demências provoca sentimentos negativos ao nível do stresse e frustração. No que se refere aos aspetos positivos os entrevistados manifestaram gosto que têm por desempenharem as funções inerente ao ato de cuidar dos idosos. Manifestando que esta profissão confere uma realização ao nível pessoal e até mesmo identitária.
Autores principais:Infante, Maria Ana Felix Machado
Assunto:Idoso Ajudantes de Ação Direta Género feminino Cuidadores formais Necessidades e competências Elderly Direct Action Helpers Female Gender Formal Caregivers Needs and Skills
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O aumento da esperança de vida, as grandes e inerentes dependências ao nível da saúde do idoso e as alterações recentes na estrutura familiar, leva a que as famílias procurem respostas de apoio para acolher e cuidar dos seus idosos, o que leva à necessidade, cada vez maior, de profissionais com uma formação pessoal e profissional que garanta maior rigor e competência no trabalho executado. O presente trabalho centra-se no papel das ajudantes de ação direta em contexto de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas. A tarefa das ajudantes de ação direta, que se denomina de cuidadores formais, exige um esforço físico e mental e, como tal, acarreta dificuldades. A falta de capacitação, de conhecimentos e de experiência profissional, podem muitas vezes levar à insegurança, desorganização, atitudes inadequadas face aos idosos, e provocar algum desgaste ao cuidador. Torna-se muito importante que as ajudantes de ação direta, para além de competências humanas, detenham competências técnicas. Neste estudo optou-se por uma investigação qualitativa através da realização de entrevistas semi-dirigidas a quinze Ajudantes de Ação Direta que prestam serviço na Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) da Santa Casa da Misericórdia da Amadora. Os dados recolhidos, revelam que se trata de um grupo com baixos níveis de escolaridade e fracas qualificações profissionais. Contudo, valorizam os conhecimentos e competências adquiridas no local de trabalho, e consideram traduzir-se numa mais-valia no seu dia-a-dia, apostando em ter mais formação não só ao nível de competências técnicas, mas também adquirir conhecimento teórico sobre os vários tipos de demência, para saber melhor lidar com o idoso. O desconhecimento acerca das várias demências provoca sentimentos negativos ao nível do stresse e frustração. No que se refere aos aspetos positivos os entrevistados manifestaram gosto que têm por desempenharem as funções inerente ao ato de cuidar dos idosos. Manifestando que esta profissão confere uma realização ao nível pessoal e até mesmo identitária.