Publicação
Monitorização da estenfiliose em ensaios de campo da FRUTOESTE, CRL
| Resumo: | A estenfiliose, ou doença das manchas castanhas, está associada ao fungo Stemphylium vesicarium (Wallroth) E. Simmons (teleomorfo Pleospora allii (Rabenhorst) Cesati & de Notaris). Atualmente, nas zonas produtoras de pera um pouco por toda a Europa e, particularmente, na região Oeste de Portugal, esta doença tem provocado graves prejuízos nos pomares comerciais de pera ‘Rocha’, colocando em causa a produção e o rendimento dos agricultores. Ao longo do ciclo vegetativo foram colhidas diversas amostras (lenha de poda, folhas do ano anterior, flores, frutos, folhas e infestantes) tendo-se isolado e identificado S. vesicarium. A partir da amostra de frutos com sintomas também se isolou Alternaria sp. Os resultados obtidos nesta dissertação permitiram concluir que no segundo ano de ensaio, a incidência e severidade de Stemphylium vesicarium foi mais baixa no conjunto das diferentes amostras recolhidas e analisadas em laboratório. Esta situação prendeu-se sobretudo com as condições meteorológicas (temperaturas amenas e humidade relativa elevada) que ocorreram durante todo o período vegetativo e, também, com o efeito cumulativo das modalidades em estudo, nomeadamente a remoção do material vegetal e a aplicação do agente de biocontrolo (Trichoderma sp.) ao solo. Os resultados apurados permitiram ainda concluir que nem todas as manchas que ocorriam nos frutos eram causadas por S. vesicarium. Obtiveram-se crescimentos identificados como Alternaria sp. em vários isolamentos, sendo este um resultado que requer mais estudos científicos para compreender a relação entre estes dois fungos e os sintomas que surgem no campo. Avaliaram-se ainda três produtos naturais e o seu efeito na redução da estenfiliose através de duas amostras: uma de flores e outra de frutos com sintomas. A estratégia de produtos, contudo, não se revelou eficaz na redução de estenfiliose para o ano de 2019 |
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| Autores principais: | Dias, Daniela Alexandra Pereira |
| Assunto: | Stemphylium vesicarium Trichoderma sp. incidência severidade pereira Rocha |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A estenfiliose, ou doença das manchas castanhas, está associada ao fungo Stemphylium vesicarium (Wallroth) E. Simmons (teleomorfo Pleospora allii (Rabenhorst) Cesati & de Notaris). Atualmente, nas zonas produtoras de pera um pouco por toda a Europa e, particularmente, na região Oeste de Portugal, esta doença tem provocado graves prejuízos nos pomares comerciais de pera ‘Rocha’, colocando em causa a produção e o rendimento dos agricultores. Ao longo do ciclo vegetativo foram colhidas diversas amostras (lenha de poda, folhas do ano anterior, flores, frutos, folhas e infestantes) tendo-se isolado e identificado S. vesicarium. A partir da amostra de frutos com sintomas também se isolou Alternaria sp. Os resultados obtidos nesta dissertação permitiram concluir que no segundo ano de ensaio, a incidência e severidade de Stemphylium vesicarium foi mais baixa no conjunto das diferentes amostras recolhidas e analisadas em laboratório. Esta situação prendeu-se sobretudo com as condições meteorológicas (temperaturas amenas e humidade relativa elevada) que ocorreram durante todo o período vegetativo e, também, com o efeito cumulativo das modalidades em estudo, nomeadamente a remoção do material vegetal e a aplicação do agente de biocontrolo (Trichoderma sp.) ao solo. Os resultados apurados permitiram ainda concluir que nem todas as manchas que ocorriam nos frutos eram causadas por S. vesicarium. Obtiveram-se crescimentos identificados como Alternaria sp. em vários isolamentos, sendo este um resultado que requer mais estudos científicos para compreender a relação entre estes dois fungos e os sintomas que surgem no campo. Avaliaram-se ainda três produtos naturais e o seu efeito na redução da estenfiliose através de duas amostras: uma de flores e outra de frutos com sintomas. A estratégia de produtos, contudo, não se revelou eficaz na redução de estenfiliose para o ano de 2019 |
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