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Margueira: arieugraM

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Resumo:Este projeto final de mestrado foca-se no território pós-industrial da Margueira onde se localiza a Lisnave. O trabalho debruça-se sobre a necessidade de reativar os antigos estaleiros e de desenvolver uma estratégia para a frente de rio que devolva a Margueira e Cacilhas à cidade. O lugar tem sofrido alterações desde o seu abandono provenientes da inexistência de presença humana. Uma das consequências tem sido a natureza tomar conta dos antigos estaleiros, criando profundas marcas na sua estrutura. Este trabalho parte do reconhecimento dessas alterações como qualidades da hibridização resultante e como poderão ser aproveitadas para recompor o espaço, ultrapassando a atual condição marginal da Margueira. O projeto fundamenta-se numa abordagem teórica e prática, composta por uma leitura territorial, urbana e arquitetónica do lugar e uma pesquisa temática. Na parte de projeto é definida uma área de intervenção para a qual se estabelece uma estratégia urbana e um programa para o lugar, que informam a consequente composição do projeto integrado urbano e arquitetónico para a Margueira - o arquipélago Lisnave - que contempla a apropriação do antigo edifício das oficinas de mecânica ligeira e pesada e o seu reuso como um edifício cultural. Desta forma, espera-se contribuir para a reflexão sobre os espaços industriais abandonados, e de como percorrer a sua memória física pode constituir o princípio para os resgatar para o futuro da cidade enquanto espaços de exceção.
Autores principais:Nunes, Bernardo Caetano Chambel
Assunto:espaço residual terceira paisagem reúso psicogeografia deriva residual space third landscape reuse psychogeography drift
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este projeto final de mestrado foca-se no território pós-industrial da Margueira onde se localiza a Lisnave. O trabalho debruça-se sobre a necessidade de reativar os antigos estaleiros e de desenvolver uma estratégia para a frente de rio que devolva a Margueira e Cacilhas à cidade. O lugar tem sofrido alterações desde o seu abandono provenientes da inexistência de presença humana. Uma das consequências tem sido a natureza tomar conta dos antigos estaleiros, criando profundas marcas na sua estrutura. Este trabalho parte do reconhecimento dessas alterações como qualidades da hibridização resultante e como poderão ser aproveitadas para recompor o espaço, ultrapassando a atual condição marginal da Margueira. O projeto fundamenta-se numa abordagem teórica e prática, composta por uma leitura territorial, urbana e arquitetónica do lugar e uma pesquisa temática. Na parte de projeto é definida uma área de intervenção para a qual se estabelece uma estratégia urbana e um programa para o lugar, que informam a consequente composição do projeto integrado urbano e arquitetónico para a Margueira - o arquipélago Lisnave - que contempla a apropriação do antigo edifício das oficinas de mecânica ligeira e pesada e o seu reuso como um edifício cultural. Desta forma, espera-se contribuir para a reflexão sobre os espaços industriais abandonados, e de como percorrer a sua memória física pode constituir o princípio para os resgatar para o futuro da cidade enquanto espaços de exceção.