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Determinantes do padrão dietético no risco de desenvolver esteatose hepática, na população portuguesa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A esteatose hepática não alcoólica (EHNA) apresenta uma prevalência de 20 a 30% na população ocidental, e segundo a American Heart Association (2008), estudos transversais detetaram o consumo de ácidos gordos saturados (SFA) como fator de risco na EHNA. O principal objetivo deste trabalho foi detetar a relação entre a EHNA e os padrões de consumo alimentar, com influência no desenvolvimento da doença. Métodos: Utilizou-se uma amostra aleatória não-estratificada de um estudo transversal na população portuguesa (incluindo apenas o cluster de Lisboa), representativa da população adulta, que realizou análises clínicas e um questionário de frequência alimentar. A EHNA foi detetada por ecografia hepática com posterior exclusão de consumos de álcool >20g/d (avaliados noutro grupo, EHA). A hepatite B ou C foi excluída. Resultados: Na amostra final de 212 indivíduos, a prevalência de EHNA foi de 27,6% (n=50 em 181; 50% homens) e de EHA foi 19,1% (n=31 em 162; 96,8% homens). A idade superior e a obesidade caracterizaram a EHNA, no entanto neste grupo não se verificaram diferenças significativas no consumo de macronutrientes. Já na EHA o consumo percentual de hidratos de carbono foi significativamente inferior vs. EHNA e Controlos. A regressão logística binária determinou como fatores de risco na EHNA, o sexo masculino (OR=6,232; IC95%=1,326-29,303) e o perímetro da cintura (OR=1,157; IC95%=1,049-1,277); como marginalmente significativos, o aspartato aminotransferase, AST (OR=1,113; IC95%=0,997-1,243) e o consumo de SFA (OR=1,088; IC95%=0,997-1,186). Conclusão: Este estudo verificou uma prevalência de 27,6% de EHNA na amostra e detetou como fator de risco do padrão dietético na EHNA, a ingestão de SFA, o que está de acordo com a literatura atual. Salienta-se porém que, a interpretação dos dados deverá ser feita com algumas reservas pela dimensão da amostra e que mais estudos nesta área são necessários de forma a comprovar o importante papel dos SFA na EHNA.
Autores principais:Ribeiro, Liliana Neves, 1989-
Assunto:Esteatose hepática não alcoólica Prevalência Factores de risco Padrão dietético Ácidos gordos saturados Teses de mestrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A esteatose hepática não alcoólica (EHNA) apresenta uma prevalência de 20 a 30% na população ocidental, e segundo a American Heart Association (2008), estudos transversais detetaram o consumo de ácidos gordos saturados (SFA) como fator de risco na EHNA. O principal objetivo deste trabalho foi detetar a relação entre a EHNA e os padrões de consumo alimentar, com influência no desenvolvimento da doença. Métodos: Utilizou-se uma amostra aleatória não-estratificada de um estudo transversal na população portuguesa (incluindo apenas o cluster de Lisboa), representativa da população adulta, que realizou análises clínicas e um questionário de frequência alimentar. A EHNA foi detetada por ecografia hepática com posterior exclusão de consumos de álcool >20g/d (avaliados noutro grupo, EHA). A hepatite B ou C foi excluída. Resultados: Na amostra final de 212 indivíduos, a prevalência de EHNA foi de 27,6% (n=50 em 181; 50% homens) e de EHA foi 19,1% (n=31 em 162; 96,8% homens). A idade superior e a obesidade caracterizaram a EHNA, no entanto neste grupo não se verificaram diferenças significativas no consumo de macronutrientes. Já na EHA o consumo percentual de hidratos de carbono foi significativamente inferior vs. EHNA e Controlos. A regressão logística binária determinou como fatores de risco na EHNA, o sexo masculino (OR=6,232; IC95%=1,326-29,303) e o perímetro da cintura (OR=1,157; IC95%=1,049-1,277); como marginalmente significativos, o aspartato aminotransferase, AST (OR=1,113; IC95%=0,997-1,243) e o consumo de SFA (OR=1,088; IC95%=0,997-1,186). Conclusão: Este estudo verificou uma prevalência de 27,6% de EHNA na amostra e detetou como fator de risco do padrão dietético na EHNA, a ingestão de SFA, o que está de acordo com a literatura atual. Salienta-se porém que, a interpretação dos dados deverá ser feita com algumas reservas pela dimensão da amostra e que mais estudos nesta área são necessários de forma a comprovar o importante papel dos SFA na EHNA.