Publicação
A arte do retrato em Portugal no tempo do barroco (1683-1750): conceitos, tipologias e protagonistas
| Resumo: | Este nosso trabalho visa estudar e enquadrar em termos históricos, tipológicos e artísticos a arte do Retrato em Portugal na pintura do largo tempo do Barroco. O objectivo maior é apresentar uma visão panorâmica da prática retratística no nosso país, entre o último quartel do século XVII e os meados da centúria seguinte, dentro de um arco cronológico que corresponde, grosso modo, aos reinados de D. Pedro II (1683-1706) e de D. João V (1706-1750), um tempo particular da nossa História moderna, em que uma maior pacificação, por um lado, e a grande afluência de riquezas ultramarinas, por outro, inspiraram uma intensa renovação cultural, afeiçoada à propaganda e ao poder, em que o Retrato pictórico assumiu relevantes papéis. Eivando uma “visão de conjunto” inteiramente dedicada ao tema e tratada no âmbito da disciplina da História da Arte, proposemo-nos assim avançar nesta empresa, esperando, com base num inquérito rigoroso, apresentar novos dados e atinentes reflexões que permitam aumentar o conhecimento que existe hoje deste género artístico particular, em Portugal e em português, para o período definido. Assim, ao invés de mapear todas as existências, analisámos os esquemas de representação aplicados ao Retrato - o cânone, os atributos, os adereços, as composições, as atitudes… -, por forma a compreender o seu sentido épocal (estilístico) e as suas implícitas funções sociais, ou seja, reflectir sobre a história deste género artístico no Portugal de então, através da construção da fortuna crítica de exemplos pictóricos relevantes e diferenciados, tratados como “casos de estudo”, intentando traçar as suas características mais marcantes e isolar, a partir deles, genealogias visuais e variações sobre o modelo. Nesta medida, o trabalho está estruturado em quatro grandes capítulos. No primeiro, proposemo-nos definir o género do Retrato e analisar algumas questões teóricas centrais para a história da prática retratística ocidental, dando ainda nota do status quaestionis sobre o que pode ser considerado o Retrato português do perído Barroco. Nos três capítulos seguintes, fiéis ao tempo histórico - à sucessão cronológica dos “factos artísticos”, pretendemos acompanhar os três momentos fundamentais da evolução estilística do retrato em Portugal no tempo do Barroco: o “retrato humanístico” do período pós-restauracionista, a abertura ao ideal clássico do tempo de D. Pedro II, e a renovação imagética do poder com D. João V, e ainda as novas experiências tardo-barrocas e rococó já da transição para o período josefino. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Susana Cavaleiro Ferreira Nobre |
| Assunto: | Pintura de retratos barroca - Portugal Arte barroca - Portugal Pintura - Portugal - séc.17-18 Teses de doutoramento - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este nosso trabalho visa estudar e enquadrar em termos históricos, tipológicos e artísticos a arte do Retrato em Portugal na pintura do largo tempo do Barroco. O objectivo maior é apresentar uma visão panorâmica da prática retratística no nosso país, entre o último quartel do século XVII e os meados da centúria seguinte, dentro de um arco cronológico que corresponde, grosso modo, aos reinados de D. Pedro II (1683-1706) e de D. João V (1706-1750), um tempo particular da nossa História moderna, em que uma maior pacificação, por um lado, e a grande afluência de riquezas ultramarinas, por outro, inspiraram uma intensa renovação cultural, afeiçoada à propaganda e ao poder, em que o Retrato pictórico assumiu relevantes papéis. Eivando uma “visão de conjunto” inteiramente dedicada ao tema e tratada no âmbito da disciplina da História da Arte, proposemo-nos assim avançar nesta empresa, esperando, com base num inquérito rigoroso, apresentar novos dados e atinentes reflexões que permitam aumentar o conhecimento que existe hoje deste género artístico particular, em Portugal e em português, para o período definido. Assim, ao invés de mapear todas as existências, analisámos os esquemas de representação aplicados ao Retrato - o cânone, os atributos, os adereços, as composições, as atitudes… -, por forma a compreender o seu sentido épocal (estilístico) e as suas implícitas funções sociais, ou seja, reflectir sobre a história deste género artístico no Portugal de então, através da construção da fortuna crítica de exemplos pictóricos relevantes e diferenciados, tratados como “casos de estudo”, intentando traçar as suas características mais marcantes e isolar, a partir deles, genealogias visuais e variações sobre o modelo. Nesta medida, o trabalho está estruturado em quatro grandes capítulos. No primeiro, proposemo-nos definir o género do Retrato e analisar algumas questões teóricas centrais para a história da prática retratística ocidental, dando ainda nota do status quaestionis sobre o que pode ser considerado o Retrato português do perído Barroco. Nos três capítulos seguintes, fiéis ao tempo histórico - à sucessão cronológica dos “factos artísticos”, pretendemos acompanhar os três momentos fundamentais da evolução estilística do retrato em Portugal no tempo do Barroco: o “retrato humanístico” do período pós-restauracionista, a abertura ao ideal clássico do tempo de D. Pedro II, e a renovação imagética do poder com D. João V, e ainda as novas experiências tardo-barrocas e rococó já da transição para o período josefino. |
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