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PGC-1α: a metabolic regulator

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Resumo:De modo a garantir a sobrevivência, os organismos vivos estão numa batalha constante para manter a homeostase energética, um processo fisiológico robusto e coordenado que pode ser definido como a regulação do equilíbrio entre a produção e o gasto de energia. Este processo requer a capacidade de os organismos adaptarem-se a mudanças ambientais, como no caso de atividades físicas extenuantes ou durante um estado de jejum. De maneira a atender às necessidades de ATP, as nossas células usam diferentes modalidades do metabolismo energético na presença ou ausência de oxigênio para produção de energia. Descoberto inicialmente como uma proteína que regulava a termogénese adaptativa na presença de frio por meio da interação com PPAR-γ, o PGC-1α foi considerado um fator central no metabolismo energético. Logo após foram também identificados dois homólogos, o PGC-1β e PRC, e várias isoformas. O PGC-1α funciona como o agente principal da biogénese mitocondrial e fosforilação oxidativa, no entanto, novos dados ao longo dos anos mostraram que o papel fisiológico do PGC-1α estende-se para além do controlo restrito do metabolismo energético, sendo um participante chave na angiogénese, músculo esquelético, gliconeogénese, função cardíaca e outros numerosos processos. A disfunção metabólica é uma característica comum observada em muitas doenças, estas geralmente acompanhadas por uma desregulação na atividade do PGC-1α. Devido a este papel fundamental na homeostase energética, revela-se assim um potencial alvo terapêutico bastante atraente em diversas doenças metabólicas e degenerativas que frequentemente acompanham o avançar da idade. Consequentemente, regular a ação de PGC-1α aumentando sua atividade em certos tecidos apresenta uma terapia adequada e interessante numa grande variedade de patologias, como a sarcopenia, doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas, síndrome metabólico, diabetes tipo 2 e até mesmo no cancro. O objetivo desta revisão é elucidar como é que o PGC-1α e suas isoformas desempenham suas atividades fisiológicas no organismo, mostrar dados atuais sobre como o PGC-1α está implicado na saúde e na doença, lacunas na literatura e alguns obstáculos que poderemos enfrentar no futuro no que diz respeito ao seu uso terapêutico.
Autores principais:Matos, Pedro Miguel Pires de
Assunto:PGC-1α Homeostasia energética Biogénese mitocondrial Metabolismo oxidativo Doença metabólica Mestrado integrado - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:De modo a garantir a sobrevivência, os organismos vivos estão numa batalha constante para manter a homeostase energética, um processo fisiológico robusto e coordenado que pode ser definido como a regulação do equilíbrio entre a produção e o gasto de energia. Este processo requer a capacidade de os organismos adaptarem-se a mudanças ambientais, como no caso de atividades físicas extenuantes ou durante um estado de jejum. De maneira a atender às necessidades de ATP, as nossas células usam diferentes modalidades do metabolismo energético na presença ou ausência de oxigênio para produção de energia. Descoberto inicialmente como uma proteína que regulava a termogénese adaptativa na presença de frio por meio da interação com PPAR-γ, o PGC-1α foi considerado um fator central no metabolismo energético. Logo após foram também identificados dois homólogos, o PGC-1β e PRC, e várias isoformas. O PGC-1α funciona como o agente principal da biogénese mitocondrial e fosforilação oxidativa, no entanto, novos dados ao longo dos anos mostraram que o papel fisiológico do PGC-1α estende-se para além do controlo restrito do metabolismo energético, sendo um participante chave na angiogénese, músculo esquelético, gliconeogénese, função cardíaca e outros numerosos processos. A disfunção metabólica é uma característica comum observada em muitas doenças, estas geralmente acompanhadas por uma desregulação na atividade do PGC-1α. Devido a este papel fundamental na homeostase energética, revela-se assim um potencial alvo terapêutico bastante atraente em diversas doenças metabólicas e degenerativas que frequentemente acompanham o avançar da idade. Consequentemente, regular a ação de PGC-1α aumentando sua atividade em certos tecidos apresenta uma terapia adequada e interessante numa grande variedade de patologias, como a sarcopenia, doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas, síndrome metabólico, diabetes tipo 2 e até mesmo no cancro. O objetivo desta revisão é elucidar como é que o PGC-1α e suas isoformas desempenham suas atividades fisiológicas no organismo, mostrar dados atuais sobre como o PGC-1α está implicado na saúde e na doença, lacunas na literatura e alguns obstáculos que poderemos enfrentar no futuro no que diz respeito ao seu uso terapêutico.