Publicação
Beta-lactamase AmpC : actualização do diagnóstico laboratorial e estratégia terapêutica
| Resumo: | O uso de beta-lactâmicos é muito comum para o tratamento de infecções por Enterobacteriaceae por ter uma eficácia e espectro de acção apropriados a estes microrganismos. Sendo as beta-lactamases o principal mecanismo de resistência em bactérias Gram-negativo, e como as beta-lactamases AmpC têm vindo a ter cada vez mais significância clínica, torna-se essencial estudar as mesmas. As beta-lactamases AmpC são enzimas capazes de hidrolisar penicilinas, cefalosporinas da 1ª à 3ª geração, cefamicinas e inibidores de beta-lactamases. Além disto, muitas destas bactérias quando expostas a certos beta-lactâmicos, podem ser induzidas, e, ainda, podem adquirir resistência a um antibiótico beta-lactâmico, ao qual se mostravam anteriormente susceptíveis, durante a terapêutica com esse antibiótico (selecção de mutantes desreprimidos). Como até à data não existe nenhum método de detecção de estirpes produtoras de AmpC aprovado, é fulcral uma maior compreensão do funcionamento das mesmas microbiologica e clinicamente, de forma a ser criado um teste que seja capaz de detectar estas bactérias nas suas diferentes variantes. A criação deste teste vai ser também importante para haver uma optimização terapêutica, tendo em conta que a eficácia do tratamento não só depende da actividade dos fármacos perante estes microrganismos, mas também do grau de indução e da capacidade de selecção de cada antibiótico. De entre os beta-lactâmicos existentes que são capazes de manter a sua actividade perante as AmpC nas suas distintas variações, os carbapenemes são os beta-lactâmicos que mostram maior segurança perante o tratamento de infecções graves causadas por bactérias produtoras de AmpC. No sentido de se usar cada vez menos os carbapenemes por provável emergência de resistência aos mesmos, há um grande interesse na descoberta de novos antibióticos beta-lactâmicos e, principalmente, de inibidores de beta-lactamases que possam ser combinados com beta-lactâmicos, optimizando a sua já actividade contra as beta-lactamases AmpC. |
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| Autores principais: | Roias, Carolina Aguiar |
| Assunto: | Beta-lactamase do tipo AmpC AmpC plasmídicas Enterobacteriaceae Detecção laboratorial Novas terapêuticas Doenças transmissíveis |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O uso de beta-lactâmicos é muito comum para o tratamento de infecções por Enterobacteriaceae por ter uma eficácia e espectro de acção apropriados a estes microrganismos. Sendo as beta-lactamases o principal mecanismo de resistência em bactérias Gram-negativo, e como as beta-lactamases AmpC têm vindo a ter cada vez mais significância clínica, torna-se essencial estudar as mesmas. As beta-lactamases AmpC são enzimas capazes de hidrolisar penicilinas, cefalosporinas da 1ª à 3ª geração, cefamicinas e inibidores de beta-lactamases. Além disto, muitas destas bactérias quando expostas a certos beta-lactâmicos, podem ser induzidas, e, ainda, podem adquirir resistência a um antibiótico beta-lactâmico, ao qual se mostravam anteriormente susceptíveis, durante a terapêutica com esse antibiótico (selecção de mutantes desreprimidos). Como até à data não existe nenhum método de detecção de estirpes produtoras de AmpC aprovado, é fulcral uma maior compreensão do funcionamento das mesmas microbiologica e clinicamente, de forma a ser criado um teste que seja capaz de detectar estas bactérias nas suas diferentes variantes. A criação deste teste vai ser também importante para haver uma optimização terapêutica, tendo em conta que a eficácia do tratamento não só depende da actividade dos fármacos perante estes microrganismos, mas também do grau de indução e da capacidade de selecção de cada antibiótico. De entre os beta-lactâmicos existentes que são capazes de manter a sua actividade perante as AmpC nas suas distintas variações, os carbapenemes são os beta-lactâmicos que mostram maior segurança perante o tratamento de infecções graves causadas por bactérias produtoras de AmpC. No sentido de se usar cada vez menos os carbapenemes por provável emergência de resistência aos mesmos, há um grande interesse na descoberta de novos antibióticos beta-lactâmicos e, principalmente, de inibidores de beta-lactamases que possam ser combinados com beta-lactâmicos, optimizando a sua já actividade contra as beta-lactamases AmpC. |
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