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The post-2007 financial crisis and the Portuguese banking industry : a case study

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Resumo:O presente estudo de caso tem como objectivo analisar o papel do sistema bancário Português na actual crise económica Portuguesa. Os factos revelam a existência de uma crise bancária Portuguesa, com início em 2008 e que precedeu a grave crise económica, marcada pelo programa de resgate a Portugal, iniciado em Abril de 2011. Sugere-se que a crise bancária Portuguesa pode estar relacionada com a adesão de Portugal ao Euro, que eliminou o risco cambial, na zona Euro. No entanto, os riscos de crédito e de liquidez não desapareceram. De facto, as evidências indicam que após a adesão ao Euro, os bancos Portugueses intensificaram o seu endividamento junto do exterior, atingindo no final de 2007, um total de 82,0% de passivo junto de instituições financeiras estrangeiras, em relação ao PIB nominal. Esta situação contribuiu para uma bonança de fluxo de capitais, injectando liquidez na economia e, desta forma, sustentando uma fase expansionista de empréstimo e de aumento do consumo pelo crédito. Após esta fase, Portugal entrou numa fase de contracção e posteriormente de falha, em linha com estudos publicados anteriormente e originando uma crise bancária e económica. Ambas as crises foram amplificadas devido à crise das dívidas soberanas na Europa e ao programa de resgate a Portugal. Considerando indicadores utilizados para estudar crises bancárias noutros países, esta tese identifica uma crise bancária Portuguesa, marcada por quatro episódios distintos. Nomeadamente, 1) corrida aos depósitos de dois bancos e a nacionalização de um desses bancos em 2008; b) a dissolução e falência do outro banco em 2010; c) garantias públicas de aproximadamente 6,9% do PIB nominal aos principais bancos Portugueses, em 2011; d) custos públicos de recapitalização dos principais bancos Portugueses, de aproximadamente 4,0% do PIB nominal, em 2012. Durante este período de tempo, o Governo Português aumentou a dívida soberana Portuguesa e solicitou um programa de resgate financeiro à Troika, em Abril de 2011.
Autores principais:Baptista, Rui Diogo Vieira
Assunto:crise bancária Portuguesa ciclo expansão-falha crise financeira bonança fluxo capital bancos performance bancária Portuguese banking crisis financial crisis boom-bust cycle capital flow bonanza banks banking performance
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo de caso tem como objectivo analisar o papel do sistema bancário Português na actual crise económica Portuguesa. Os factos revelam a existência de uma crise bancária Portuguesa, com início em 2008 e que precedeu a grave crise económica, marcada pelo programa de resgate a Portugal, iniciado em Abril de 2011. Sugere-se que a crise bancária Portuguesa pode estar relacionada com a adesão de Portugal ao Euro, que eliminou o risco cambial, na zona Euro. No entanto, os riscos de crédito e de liquidez não desapareceram. De facto, as evidências indicam que após a adesão ao Euro, os bancos Portugueses intensificaram o seu endividamento junto do exterior, atingindo no final de 2007, um total de 82,0% de passivo junto de instituições financeiras estrangeiras, em relação ao PIB nominal. Esta situação contribuiu para uma bonança de fluxo de capitais, injectando liquidez na economia e, desta forma, sustentando uma fase expansionista de empréstimo e de aumento do consumo pelo crédito. Após esta fase, Portugal entrou numa fase de contracção e posteriormente de falha, em linha com estudos publicados anteriormente e originando uma crise bancária e económica. Ambas as crises foram amplificadas devido à crise das dívidas soberanas na Europa e ao programa de resgate a Portugal. Considerando indicadores utilizados para estudar crises bancárias noutros países, esta tese identifica uma crise bancária Portuguesa, marcada por quatro episódios distintos. Nomeadamente, 1) corrida aos depósitos de dois bancos e a nacionalização de um desses bancos em 2008; b) a dissolução e falência do outro banco em 2010; c) garantias públicas de aproximadamente 6,9% do PIB nominal aos principais bancos Portugueses, em 2011; d) custos públicos de recapitalização dos principais bancos Portugueses, de aproximadamente 4,0% do PIB nominal, em 2012. Durante este período de tempo, o Governo Português aumentou a dívida soberana Portuguesa e solicitou um programa de resgate financeiro à Troika, em Abril de 2011.