Publicação

A China no Séc. XXI : a evolução do sistema bancário e o futuro das reformas económicas

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:As reformas económicas na China realizadas, depois de 1978, por Deng Xiaoping deram origem a um crescimento impressionante, no maior país do mundo em transição para uma economia de mercado. Embora a China tenha evitado o colapso cambial durante a crise asiática de 1997 (em parte, devido à não convertibilidade total do renminbi), o seu sector bancário é muito frágil, uma vez que os maiores bancos estatais – “The Big Four”- estão descapitalizados e detêm uma enorme percentagem de créditos irrecuperáveis nos seus balanços. Durante o período da reforma, a fragilidade financeira foi aumentando devido à evolução de relações triangulares entre o sistema fiscal, as empresas estatais e os bancos estatais que tinham por hábito conceder créditos de acordo com o Plano de Crédito imposto pelo governo. Para reduzir a crise financeira e tentar construir um sistema bancário sólido, o governo chinês introduziu um conjunto de medidas que incluíam melhoramentos na supervisão financeira e na regulamentação, recapitalização dos bancos estatais e criação de quatro AMCs (Companhias de gestão de activos) para gerir e reduzir o crédito malparado. Mas esta política não teve sucesso, não conseguindo resolver o problema dos NPL existentes ou evitar a criação de novos. Depois da adesão da China à OMC, em Dezembro de 2001, os “Big Four”, sofrerão a concorrência de instituições estrangeiras, às quais será permitido o exercício da sua actividade sem restrições. Enfrentando um novo enquadramento competitivo, os bancos estatais terão que solucionar três problemas principais: mudar a estrutura administrativa dos bancos transformando-os em sociedades anónimas (permitindo empresas não estatais e estrangeiras de participar no seu capital), reduzir o crédito malparado e recrutar pessoal especializado. Mas as reformas ainda vão a meio caminho...
Autores principais:Dias, Margarida Maria Pinheiro Godinho
Assunto:China empresas estatais bancos estatais crédito irrecuperável reformas bancárias Adesão OMC China State-owned enterprises (SOE) State-owned banks (SOB) Non-performing Loans (NPL) Banking reforms WTO Accession
Ano:2004
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As reformas económicas na China realizadas, depois de 1978, por Deng Xiaoping deram origem a um crescimento impressionante, no maior país do mundo em transição para uma economia de mercado. Embora a China tenha evitado o colapso cambial durante a crise asiática de 1997 (em parte, devido à não convertibilidade total do renminbi), o seu sector bancário é muito frágil, uma vez que os maiores bancos estatais – “The Big Four”- estão descapitalizados e detêm uma enorme percentagem de créditos irrecuperáveis nos seus balanços. Durante o período da reforma, a fragilidade financeira foi aumentando devido à evolução de relações triangulares entre o sistema fiscal, as empresas estatais e os bancos estatais que tinham por hábito conceder créditos de acordo com o Plano de Crédito imposto pelo governo. Para reduzir a crise financeira e tentar construir um sistema bancário sólido, o governo chinês introduziu um conjunto de medidas que incluíam melhoramentos na supervisão financeira e na regulamentação, recapitalização dos bancos estatais e criação de quatro AMCs (Companhias de gestão de activos) para gerir e reduzir o crédito malparado. Mas esta política não teve sucesso, não conseguindo resolver o problema dos NPL existentes ou evitar a criação de novos. Depois da adesão da China à OMC, em Dezembro de 2001, os “Big Four”, sofrerão a concorrência de instituições estrangeiras, às quais será permitido o exercício da sua actividade sem restrições. Enfrentando um novo enquadramento competitivo, os bancos estatais terão que solucionar três problemas principais: mudar a estrutura administrativa dos bancos transformando-os em sociedades anónimas (permitindo empresas não estatais e estrangeiras de participar no seu capital), reduzir o crédito malparado e recrutar pessoal especializado. Mas as reformas ainda vão a meio caminho...