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Avaliação de riscos e benefícios da população portuguesa, crianças em idade pré-escolar e adultos, associados ao consumo de espécies de peixe alvo
| Summary: | Portugal é o país da União Europeia com o consumo per capita de pescado mais elevado, cerca de 147 g/dia. Apesar do consumo de peixe ser cada vez mais recomendado numa alimentação equilibrada, não só pela diversidade de espécies, mas também pelos importantes benefícios para a saúde dos consumidores, é importante considerar alguns dos riscos mais relevantes associados ao consumo destes produtos. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar os principais riscos (metilmercúrio, MeHg) e benefícios (ácido eicosapentaenóico + ácido docosahexaenóico, EPA+DHA e selénio, Se) associados ao consumo das espécies de peixe mais consumidas em Portugal, nos refeitórios escolares e com interesse comercial/nutricional. A metodologia usada nesta avaliação foi baseada na mais avançada modelação matemático-estatística e nos teores de MeHg, EPA+DHA e Se proveniente do peixe cru e/ou cozinhado bem como na bioacessibilidade/biodisponibilidade dos compostos estudados. Para os cenários propostos, considerou-se que uma dose é a porção de parte edível de peixe recomendada nutricionalmente, numa refeição, sendo 50g para adultos e 25g para crianças em idade pré-escolar. A metodologia permitiu avaliar o binómio risco-benefício para diferentes cenários de consumo, incluindo efeitos do consumo de peixe na prevenção de doenças coronárias e na alteração do QI de crianças. Portanto, este trabalho permitiu avanços na avaliação dos níveis de consumo recomendáveis das principais espécies de peixe consumidas. A nível do EPA+DHA e Se, espécies como o salmão e a sardinha, oferecem o máximo benefício na prevenção de doenças coronárias, razão molar Se:MeHg e Se-HBV superior. Relativamente ao MeHg, espécies como a tintureira, podem representar um risco mesmo apenas considerando uma refeição/semana, apesar de não conferirem perdas de pontos no QI de crianças como resultado da frequência do consumo materno de peixe |
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| Main Authors: | Bernardo, Iris Andreia Soares |
| Subject: | peixe EPA e DHA Se MeHg bioacessibilidade biodisponibilidade |
| Year: | 2017 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Lisboa |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Summary: | Portugal é o país da União Europeia com o consumo per capita de pescado mais elevado, cerca de 147 g/dia. Apesar do consumo de peixe ser cada vez mais recomendado numa alimentação equilibrada, não só pela diversidade de espécies, mas também pelos importantes benefícios para a saúde dos consumidores, é importante considerar alguns dos riscos mais relevantes associados ao consumo destes produtos. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar os principais riscos (metilmercúrio, MeHg) e benefícios (ácido eicosapentaenóico + ácido docosahexaenóico, EPA+DHA e selénio, Se) associados ao consumo das espécies de peixe mais consumidas em Portugal, nos refeitórios escolares e com interesse comercial/nutricional. A metodologia usada nesta avaliação foi baseada na mais avançada modelação matemático-estatística e nos teores de MeHg, EPA+DHA e Se proveniente do peixe cru e/ou cozinhado bem como na bioacessibilidade/biodisponibilidade dos compostos estudados. Para os cenários propostos, considerou-se que uma dose é a porção de parte edível de peixe recomendada nutricionalmente, numa refeição, sendo 50g para adultos e 25g para crianças em idade pré-escolar. A metodologia permitiu avaliar o binómio risco-benefício para diferentes cenários de consumo, incluindo efeitos do consumo de peixe na prevenção de doenças coronárias e na alteração do QI de crianças. Portanto, este trabalho permitiu avanços na avaliação dos níveis de consumo recomendáveis das principais espécies de peixe consumidas. A nível do EPA+DHA e Se, espécies como o salmão e a sardinha, oferecem o máximo benefício na prevenção de doenças coronárias, razão molar Se:MeHg e Se-HBV superior. Relativamente ao MeHg, espécies como a tintureira, podem representar um risco mesmo apenas considerando uma refeição/semana, apesar de não conferirem perdas de pontos no QI de crianças como resultado da frequência do consumo materno de peixe |
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