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A crise climática e o impacto na saúde humana: gestão de risco e organização da resposta para a transição económica

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Resumo:As alterações climáticas representam um perigo para os ecossistemas da Terra pela modificação das condições favoráveis para a sua sobrevivência, sendo que os seus efeitos negativos são cada vez mais sentidos por todos os seres vivos. A saúde humana não é exceção e encontra-se bastante ameaçada por fatores como o aumento da temperatura, a qualidade do ar, desastres naturais, epidemias, entre tantos outros. Este é um problema global onde é necessário conhecermos o risco a que estamos expostos através da implementação de métodos de trabalho que levem a uma constante monitorização e avaliação do risco e que sirva de suporte à toma de decisões conscientes, que permitam a adaptação de comportamentos e que salvem vidas. É notório o esforço da maior parte dos países e organizações para combater as consequências das alterações climáticas, através do Acordo de Paris ou do Pacto Ecológico Europeu, por exemplo. Estes estabelecem objetivos claros para reduzir as emissões de gases com efeito estufa para a atmosfera e medidas a implementar para alcançar esses mesmos objetivos. No entanto, a recente pandemia COVID-19, tornou-se um desafio atual que requer respostas imediatas, que não podem ser tomadas esquecendo o caminho para a sustentabilidade a longo prazo previamente definido. Estamos a combater duas crises neste momento e apesar da consciência ambiental e para a saúde estar a aumentar, estamos longe de chegar aos resultados que pretendemos. Falta urgência na ação política para implementar as estratégias que levam a uma transição para a economia verde e circular, mas encontramo-nos perante um cenário liderado pela União Europeia que garante a sustentabilidade numa solução holística. Sabemos, portanto, que a adaptação é necessária e que devemos repensar todas as nossas decisões a nível individual e principalmente organizacional. A análise ao cenário da indústria farmacêutica na adaptação para uma cadeia de abastecimento verde e os riscos que têm de ser considerados nesta transição, como riscos operacionais, financeiros ou de recuperação de produto, demonstram exatamente os esforços necessários para chegarmos a um equilíbrio entre o impacto que temos no planeta e a saúde humana.
Autores principais:Godinho, Margarida Baião Figueira Lopes
Assunto:Alterações climáticas Gestão de risco COVID-19 Saúde ambiental Sustentabilidade Mestrado integrado - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As alterações climáticas representam um perigo para os ecossistemas da Terra pela modificação das condições favoráveis para a sua sobrevivência, sendo que os seus efeitos negativos são cada vez mais sentidos por todos os seres vivos. A saúde humana não é exceção e encontra-se bastante ameaçada por fatores como o aumento da temperatura, a qualidade do ar, desastres naturais, epidemias, entre tantos outros. Este é um problema global onde é necessário conhecermos o risco a que estamos expostos através da implementação de métodos de trabalho que levem a uma constante monitorização e avaliação do risco e que sirva de suporte à toma de decisões conscientes, que permitam a adaptação de comportamentos e que salvem vidas. É notório o esforço da maior parte dos países e organizações para combater as consequências das alterações climáticas, através do Acordo de Paris ou do Pacto Ecológico Europeu, por exemplo. Estes estabelecem objetivos claros para reduzir as emissões de gases com efeito estufa para a atmosfera e medidas a implementar para alcançar esses mesmos objetivos. No entanto, a recente pandemia COVID-19, tornou-se um desafio atual que requer respostas imediatas, que não podem ser tomadas esquecendo o caminho para a sustentabilidade a longo prazo previamente definido. Estamos a combater duas crises neste momento e apesar da consciência ambiental e para a saúde estar a aumentar, estamos longe de chegar aos resultados que pretendemos. Falta urgência na ação política para implementar as estratégias que levam a uma transição para a economia verde e circular, mas encontramo-nos perante um cenário liderado pela União Europeia que garante a sustentabilidade numa solução holística. Sabemos, portanto, que a adaptação é necessária e que devemos repensar todas as nossas decisões a nível individual e principalmente organizacional. A análise ao cenário da indústria farmacêutica na adaptação para uma cadeia de abastecimento verde e os riscos que têm de ser considerados nesta transição, como riscos operacionais, financeiros ou de recuperação de produto, demonstram exatamente os esforços necessários para chegarmos a um equilíbrio entre o impacto que temos no planeta e a saúde humana.