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Tumor immune evasion in brain metastases of melanoma

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Resumo:O Melanoma é um tipo de cancro de pele agressivo, que apresenta altas taxas de morbilidade e mortalidade. Segundo as estatísticas cerca de 50% dos casos, as células de melanoma migram pela corrente sanguínea, atravessando a barreira hematoencefálica e, por conseguinte, instalam-se no parênquima cerebral, provocando assim as conhecidas metástases cerebrais. Estas metástases têm sido alvo de grande preocupação no mundo clínico e científico, por haver ainda pouco conhecimento sobre a forma como conseguem influenciar os vários mecanismos de defesa do organismo a seu favor como também por apresentar dificuldades na resposta à terapêutica. De facto, o sistema imunitário desempenha um papel crucial na prevenção e bloqueio da progressão de doenças, no entanto, as células de melanoma conseguem alterar a função do sistema imunitário explorando pontos de controlo, como as vias PD-1/PD-L1 e CTLA-4, que reduzem a atividade das células T e que promovem o crescimento tumoral. Adicionalmente, estudos mais recentes têm vindo a reportar que o microambiente onde se inserem estas metástases cerebrais também influencia o seu crescimento. Assim sendo, esta monografia tem o intuito também de abordar estas interações entre o tumor e as células do parênquima cerebral, para que se consiga redirecionar para possíveis alvos terapêuticos. Efetivamente, durante muitos anos o tratamento para as metástases cerebrais do melanoma era limitado a terapias locais como resseção cirúrgica, radioterapia e radiocirurgia estereotáxica. Contudo estes métodos apresentam uma eficácia limitada e estão associados a uma sobrevivência média de apenas alguns meses. Efetivamente, a introdução de terapias direcionadas e imunoterapias melhorou significativamente os resultados. Em 2011, a FDA aprovou inibidores de BRAF e MEK para melanoma com mutação BRAF. Além disso, inibidores imunológicos mostraram eficácia em prolongar a sobrevivência e agora são tratamentos padrão para metástases cerebrais de melanoma. De facto, a gestão do melanoma e das metástases cerebrais avançou significativamente com a introdução destas novas terapêuticas. Contudo, acredita-se que com um melhor entendimento do meio onde se insere o tumor, poderá levar a novos rumos terapêuticos.
Autores principais:Costa, Diogo Morim
Assunto:Melanoma Metastasis Immunotherapy Targeted therapies Immune system Mestrado Integrado - 2024
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O Melanoma é um tipo de cancro de pele agressivo, que apresenta altas taxas de morbilidade e mortalidade. Segundo as estatísticas cerca de 50% dos casos, as células de melanoma migram pela corrente sanguínea, atravessando a barreira hematoencefálica e, por conseguinte, instalam-se no parênquima cerebral, provocando assim as conhecidas metástases cerebrais. Estas metástases têm sido alvo de grande preocupação no mundo clínico e científico, por haver ainda pouco conhecimento sobre a forma como conseguem influenciar os vários mecanismos de defesa do organismo a seu favor como também por apresentar dificuldades na resposta à terapêutica. De facto, o sistema imunitário desempenha um papel crucial na prevenção e bloqueio da progressão de doenças, no entanto, as células de melanoma conseguem alterar a função do sistema imunitário explorando pontos de controlo, como as vias PD-1/PD-L1 e CTLA-4, que reduzem a atividade das células T e que promovem o crescimento tumoral. Adicionalmente, estudos mais recentes têm vindo a reportar que o microambiente onde se inserem estas metástases cerebrais também influencia o seu crescimento. Assim sendo, esta monografia tem o intuito também de abordar estas interações entre o tumor e as células do parênquima cerebral, para que se consiga redirecionar para possíveis alvos terapêuticos. Efetivamente, durante muitos anos o tratamento para as metástases cerebrais do melanoma era limitado a terapias locais como resseção cirúrgica, radioterapia e radiocirurgia estereotáxica. Contudo estes métodos apresentam uma eficácia limitada e estão associados a uma sobrevivência média de apenas alguns meses. Efetivamente, a introdução de terapias direcionadas e imunoterapias melhorou significativamente os resultados. Em 2011, a FDA aprovou inibidores de BRAF e MEK para melanoma com mutação BRAF. Além disso, inibidores imunológicos mostraram eficácia em prolongar a sobrevivência e agora são tratamentos padrão para metástases cerebrais de melanoma. De facto, a gestão do melanoma e das metástases cerebrais avançou significativamente com a introdução destas novas terapêuticas. Contudo, acredita-se que com um melhor entendimento do meio onde se insere o tumor, poderá levar a novos rumos terapêuticos.