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A Competitividade Externa da Economia Portuguesa na União Europeia Alargada

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Resumo:A «competitividade externa» de uma economia é uma questão fundamental na definição das políticas económicas que promovam o desenvolvimento sustentado e a melhoria do nível de bem-estar das populações. Contudo, a falta de um enquadra¬mento teórico, na definição clara do conceito e na delimitação do seu âmbito de aplicação, levanta alguma ambiguidade em torno desta matéria. O objectivo desta dissertação é definir uma metodologia que permita seleccionar o âmbito de actuação de um conjunto de políticas económicas, capazes de promover a competitividade de Portugal e a sua afirmação na União Europeia alargada e no Mundo. Neste sentido, pretendemos identificar o tipo de factor trabalho e os sectores de actividade em que o aumento da produtividade do trabalho tem maiores efeitos na competitividade internacional de Portugal. Para tal, utilizaremos um modelo de equilíbrio geral, multisectorial e estático, nas versões uni-regional e multi-regional, que nos permite identificar os sectores e os factores produtivos líderes na promoção da competitividade. A estratégia mais adequada não será necessariamente igual para todas as economias, sendo que numas se deverá apostar nos seus sectores mais tradicionais e noutras na criação de novas indústrias, com novas tecnologias. Os resultados mostram que as escolhas, do sector e do tipo de trabalho a melhorar, são fundamentais para a promoção da competitividade internacional. No caso português, é o factor trabalho não qualificado que apresenta melhores resultados quando a sua eficiência melhora. Em termos sectoriais, são os sectores tradicionais de exportação e os sectores produtores de bens de consumo intermédio os que maiores efeitos geram na competitividade internacional da economia portuguesa.
Autores principais:Vaz, Elsa Cristina Neves Januário
Assunto:Competitividade produtividade do trabalho modelo de equilíbrio geral eficiência produtiva qualificação no trabalho Portugal Competitiveness Labour Productivity General Equilibrium Models Efficiency Labour Skills Portugal
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A «competitividade externa» de uma economia é uma questão fundamental na definição das políticas económicas que promovam o desenvolvimento sustentado e a melhoria do nível de bem-estar das populações. Contudo, a falta de um enquadra¬mento teórico, na definição clara do conceito e na delimitação do seu âmbito de aplicação, levanta alguma ambiguidade em torno desta matéria. O objectivo desta dissertação é definir uma metodologia que permita seleccionar o âmbito de actuação de um conjunto de políticas económicas, capazes de promover a competitividade de Portugal e a sua afirmação na União Europeia alargada e no Mundo. Neste sentido, pretendemos identificar o tipo de factor trabalho e os sectores de actividade em que o aumento da produtividade do trabalho tem maiores efeitos na competitividade internacional de Portugal. Para tal, utilizaremos um modelo de equilíbrio geral, multisectorial e estático, nas versões uni-regional e multi-regional, que nos permite identificar os sectores e os factores produtivos líderes na promoção da competitividade. A estratégia mais adequada não será necessariamente igual para todas as economias, sendo que numas se deverá apostar nos seus sectores mais tradicionais e noutras na criação de novas indústrias, com novas tecnologias. Os resultados mostram que as escolhas, do sector e do tipo de trabalho a melhorar, são fundamentais para a promoção da competitividade internacional. No caso português, é o factor trabalho não qualificado que apresenta melhores resultados quando a sua eficiência melhora. Em termos sectoriais, são os sectores tradicionais de exportação e os sectores produtores de bens de consumo intermédio os que maiores efeitos geram na competitividade internacional da economia portuguesa.