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Influência da microbiota intestinal na resposta aos anti-PD1

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O cancro é uma das doenças mais prevalentes na população humana, para o qual a imunoterapia veio revolucionar o tratamento. As proteínas PD-1 e PD-L1, inerentes ao sistema imunitário, são utilizadas pelas células neoplásicas de forma a evitar a sua erradicação, constituindo um alvo terapêutico importante. Com aplicabilidade em diversas neoplasias, a resposta ao bloqueio do eixo PD-1/PD-L1 tornou-se cada vez mais heterogénea, para as quais através de diversos estudos se estabeleceu uma correlação com os componentes da flora intestinal. As espécies Bifidobacterium, Faecalibacterium e Akkermansia muciniphila foram mais frequentemente isoladas em doentes que responderam a imunoterapia, enquanto a espécie Bacteroidales predominava em quem não se obteve resposta. Mais ainda, o uso prévio ou concomitante de antibiótico também mostrou diminuir a resposta à terapêutica com imunoterapia e consequente sobrevivência dos doentes. Sendo a flora modificável, o uso de próbióticos, alteração da dieta e transplante fecal poderão constituir estratégias a adotar para a alteração da mesma e potenciar a resposta á terapêutica anti- neoplásica.
Autores principais:Mora, Carlota de Oliveira Damas
Assunto:Cancro eixo PD-1/PD-L1 Flora intestinal Antibiótico Modulação da flora Oncologia
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O cancro é uma das doenças mais prevalentes na população humana, para o qual a imunoterapia veio revolucionar o tratamento. As proteínas PD-1 e PD-L1, inerentes ao sistema imunitário, são utilizadas pelas células neoplásicas de forma a evitar a sua erradicação, constituindo um alvo terapêutico importante. Com aplicabilidade em diversas neoplasias, a resposta ao bloqueio do eixo PD-1/PD-L1 tornou-se cada vez mais heterogénea, para as quais através de diversos estudos se estabeleceu uma correlação com os componentes da flora intestinal. As espécies Bifidobacterium, Faecalibacterium e Akkermansia muciniphila foram mais frequentemente isoladas em doentes que responderam a imunoterapia, enquanto a espécie Bacteroidales predominava em quem não se obteve resposta. Mais ainda, o uso prévio ou concomitante de antibiótico também mostrou diminuir a resposta à terapêutica com imunoterapia e consequente sobrevivência dos doentes. Sendo a flora modificável, o uso de próbióticos, alteração da dieta e transplante fecal poderão constituir estratégias a adotar para a alteração da mesma e potenciar a resposta á terapêutica anti- neoplásica.