Publicação
Os fundos de investimento como instrumento de gestão financeira e urbanística para as autarquias
| Resumo: | As Autarquias têm sofrido, cada vez mais, restrições financeiras que lhes reduzem a capacidade de intervenção na gestão do seu território, o que obriga ao aumento da eficiência na utilização dos fundos públicos. A procura de instrumentos alternativos e soluções baseadas em conceitos integrados, que não afectem a capacidade de endividamento dos municípios, tem levado a que algumas recorram à criação de Fundos de Investimento Imobiliário, para desenvolver projectos imobiliários, construir equipamentos ou, simplesmente, parquear os seus imóveis. As cidades portuguesas têm os seus centros cada vez mais desertificados, não havendo oferta de comércio com qualidade, e neles só permanecem pequenas empresas que não encontraram melhor alternativa e alguns moradores idosos, em más condições de habitabilidade. As causas mais prováveis desta desertificação parecem ser o congelamento das rendas que tem existido, a complexidade do NRAU e o mau funcionamento dos tribunais. A crise energética e a lentidão cada vez maior nos movimentos pendulares têm fomentado um aumento da procura de imóveis bem localizados, sem que a oferta acompanhe estas necessidades. Este conjunto de situações levou a que, através do Método do Estudo de Caso, na acepção qualitativa de Stake (1995) e na mais quantitativa de Yin (2003), esta dissertação procurasse analisar alguns casos contíguos e complementares de implementação de Fundos de Investimento Imobiliário, FII, por parte de autarquias, num modelo de parcerias com agentes do mercado imobiliário. Como modelo de desenvolvimento, os Fundos de Desenvolvimento Urbano poderão vir a trazer os capitais necessários, através do BEI ou do CEB, para fortalecer a reabilitação urbana, quer através de FII, quer através de PPP. |
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| Autores principais: | Soeiro, Rui Manuel Marques de Sousa |
| Assunto: | Endividamento autárquico instrumento de gestão autárquica Fundos de Investimento Imobiliário reabilitação e desenvolvimento urbano integrado repovoamento dos centros Public debt and finance municipal management tool Real Estate Investment Funds integrated urban renewal and development city centers resettlement |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As Autarquias têm sofrido, cada vez mais, restrições financeiras que lhes reduzem a capacidade de intervenção na gestão do seu território, o que obriga ao aumento da eficiência na utilização dos fundos públicos. A procura de instrumentos alternativos e soluções baseadas em conceitos integrados, que não afectem a capacidade de endividamento dos municípios, tem levado a que algumas recorram à criação de Fundos de Investimento Imobiliário, para desenvolver projectos imobiliários, construir equipamentos ou, simplesmente, parquear os seus imóveis. As cidades portuguesas têm os seus centros cada vez mais desertificados, não havendo oferta de comércio com qualidade, e neles só permanecem pequenas empresas que não encontraram melhor alternativa e alguns moradores idosos, em más condições de habitabilidade. As causas mais prováveis desta desertificação parecem ser o congelamento das rendas que tem existido, a complexidade do NRAU e o mau funcionamento dos tribunais. A crise energética e a lentidão cada vez maior nos movimentos pendulares têm fomentado um aumento da procura de imóveis bem localizados, sem que a oferta acompanhe estas necessidades. Este conjunto de situações levou a que, através do Método do Estudo de Caso, na acepção qualitativa de Stake (1995) e na mais quantitativa de Yin (2003), esta dissertação procurasse analisar alguns casos contíguos e complementares de implementação de Fundos de Investimento Imobiliário, FII, por parte de autarquias, num modelo de parcerias com agentes do mercado imobiliário. Como modelo de desenvolvimento, os Fundos de Desenvolvimento Urbano poderão vir a trazer os capitais necessários, através do BEI ou do CEB, para fortalecer a reabilitação urbana, quer através de FII, quer através de PPP. |
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