Publicação
Exposição a metais pesados no ambiente de trabalho: estabelecimento de bioindicadores de exposição a poluentes
| Resumo: | A exposição ambiental a poluentes, e em particular a exposição ocupacional, reveste-se de enorme importância dada a forte associação entre a exposição e os efeitos adversos na saúde humana sendo por isso um problema relevante em Saúde Pública. Apesar da diversidade de matrizes biológicas possíveis de serem utilizadas na biomonitorização de agentes tóxicos, não existe até hoje uma matriz em que se possa estudar directamente a exposição por inalação. Assim, o EBC surge como uma matriz promissora e não invasiva na avaliação da exposição a poluentes. Pretendeu-se avaliar a qualidade do EBC como bioindicador de exposição a metais no ambiente de trabalho. Com este objectivo foi estudado um grupo de trabalhadores de uma fábrica de produção de baterias exposto a Pb e outros metais e um grupo de trabalhadores de escritório, que constituiu o grupo controlo. Foi utilizada a técnica de ICP-MS para determinação das concentrações elementares no EBC e as técnicas nucleares de INAA e PIXE para quantificação das concentrações elementares em particulado em suspensão no ar. A caracterização das partículas foi efectuada para duas granulometrias de particulado (PM2.5 e PM2.5-10). Foi ainda inspeccionada a presença de partículas atmosféricas no EBC por microscopia nuclear. Para o grupo dos trabalhadores obtiveram-se concentrações elevadas de alguns elementos como o K, Ni, Cu, Zn e Pb no EBC. Verificou-se ainda a tendência para o aumento dos níveis de K, Ni e Pb ao longo da semana de trabalho embora as diferenças apenas fossem significativas para o K. As concentrações de Mn, Cu e Zn diminuíram no final da semana de trabalho o que poderá reflectir uma resposta fisiológica ao stress oxidativo provocado pelos metais inalados, mobilizando estes elementos essenciais para a activação de proteínas antioxidantes ou promovendo a sua retenção por aumento da expressão de metalotioneínas. A análise de EBC por microssonda nuclear permitiu visualizar partículas de 5 a 10 μm nas amostras de EBC que se associavam a Pb e outros metais assim como a associação de elementos como o Zn à matriz do EBC ou uma fracção fina de particulado, o que é consistente com os resultados obtidos na caracterização do ambiente da fábrica. Verificou-se a associação de Cu, Zn e Sb à fracção de particulado mais fino PM2,5, enquanto elementos como o Ni e Pb se associaram à fracção PM2,5-10. Embora as concentrações elementares medidas na fábrica fossem elevadas relativamente ao ambiente de escritório, todos os valores estavam dentro dos valores limite estabelecidos na Norma NP 1796. Este trabalho possibilitou a optimização das metodologias de análise e contribuiu para o estabelecimento do EBC como biomonitor de agentes tóxicos em exposição ocupacional. |
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| Autores principais: | Sousa, Joana Manuela Dias de, 1986- |
| Assunto: | Poluição Qualidade do ar Metais pesados Bioindicadores Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A exposição ambiental a poluentes, e em particular a exposição ocupacional, reveste-se de enorme importância dada a forte associação entre a exposição e os efeitos adversos na saúde humana sendo por isso um problema relevante em Saúde Pública. Apesar da diversidade de matrizes biológicas possíveis de serem utilizadas na biomonitorização de agentes tóxicos, não existe até hoje uma matriz em que se possa estudar directamente a exposição por inalação. Assim, o EBC surge como uma matriz promissora e não invasiva na avaliação da exposição a poluentes. Pretendeu-se avaliar a qualidade do EBC como bioindicador de exposição a metais no ambiente de trabalho. Com este objectivo foi estudado um grupo de trabalhadores de uma fábrica de produção de baterias exposto a Pb e outros metais e um grupo de trabalhadores de escritório, que constituiu o grupo controlo. Foi utilizada a técnica de ICP-MS para determinação das concentrações elementares no EBC e as técnicas nucleares de INAA e PIXE para quantificação das concentrações elementares em particulado em suspensão no ar. A caracterização das partículas foi efectuada para duas granulometrias de particulado (PM2.5 e PM2.5-10). Foi ainda inspeccionada a presença de partículas atmosféricas no EBC por microscopia nuclear. Para o grupo dos trabalhadores obtiveram-se concentrações elevadas de alguns elementos como o K, Ni, Cu, Zn e Pb no EBC. Verificou-se ainda a tendência para o aumento dos níveis de K, Ni e Pb ao longo da semana de trabalho embora as diferenças apenas fossem significativas para o K. As concentrações de Mn, Cu e Zn diminuíram no final da semana de trabalho o que poderá reflectir uma resposta fisiológica ao stress oxidativo provocado pelos metais inalados, mobilizando estes elementos essenciais para a activação de proteínas antioxidantes ou promovendo a sua retenção por aumento da expressão de metalotioneínas. A análise de EBC por microssonda nuclear permitiu visualizar partículas de 5 a 10 μm nas amostras de EBC que se associavam a Pb e outros metais assim como a associação de elementos como o Zn à matriz do EBC ou uma fracção fina de particulado, o que é consistente com os resultados obtidos na caracterização do ambiente da fábrica. Verificou-se a associação de Cu, Zn e Sb à fracção de particulado mais fino PM2,5, enquanto elementos como o Ni e Pb se associaram à fracção PM2,5-10. Embora as concentrações elementares medidas na fábrica fossem elevadas relativamente ao ambiente de escritório, todos os valores estavam dentro dos valores limite estabelecidos na Norma NP 1796. Este trabalho possibilitou a optimização das metodologias de análise e contribuiu para o estabelecimento do EBC como biomonitor de agentes tóxicos em exposição ocupacional. |
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