Publicação
Novas substâncias psicoativas: catinonas sintéticas
| Resumo: | O consumo de substâncias psicoativas é uma realidade que remonta há vários séculos. Mais recentemente, já no século XX, os Estados, cientes dos perigos decorrentes do consumo exagerado deste tipo de substâncias, viram-se obrigados a adotar medidas repressivas, começando por discriminar as drogas ilícitas. A grande maioria das Novas Substâncias Psicoativas (NSP) surge neste contexto e com o propósito de contornar as medidas de controlo da produção, distribuição e consumo das drogas ilícitas. Assiste-se à alteração química e estrutural das substâncias que haviam sido controladas, resultando na criação de novas substâncias (NSP) com efeitos semelhantes aos das drogas ilícitas comumente abusadas. No início do século XXI, a popularidade e o uso das NSP aumentaram dramaticamente, desencadeando uma crise global de abuso e uma mudança drástica no panorama mundial das drogas. As catinonas sintéticas, substâncias que serão abordadas na presente dissertação, fazem parte do grupo das NSP e ocupam, hoje em dia, o segundo lugar nessa lista. O consumo das catinonas sintéticas tem aumentado, significativamente, não pelos seus efeitos serem semelhantes aos das drogas controladas, como cocaína, ecstasy e metanfetamina, como também pela sua vasta disponibilidade e facilidade de compra. Na presente dissertação trataremos, em primeiro lugar, das novas substâncias psicoativas, nomeadamente, precisando o conceito de novas substâncias psicoativas e abordando o modo como estas têm vindo a ser regulamentadas. No segundo capítulo da dissertação far-se-á um exaustivo enquadramento das catinonas sintéticas. Começando pelo estudo da Khat (planta de cujas folhas se extrai a catinona), seguindo-se uma descrição do processo de produção e consumo das catinonas sintéticas. No ponto 2.4, trataremos das propriedades químicas das catinonas sintéticas, designadamente da estrutura química, mecanismos de ação e metabolismo. Seguidamente, entraremos nas propriedades farmacológicas e métodos 3 analíticos para identificação e quantificação de catinonas e dos seus metabolitos. Por fim, serão abordados os efeitos desejados, efeitos adversos e toxicidade. As catinonas sintéticas, tal como sucede com grande parte das novas substâncias psicoativas, veem a sua estrutura química constantemente alterada, dificultando a sua monitorização por parte de diversos intervenientes (toxicologistas, cientistas, aplicadores do direito, sistemas de alerta…). Pretende-se com a presente dissertação que qualquer um destes intervenientes, finda a leitura de parte ou totalidade do texto, compreenda o que são afinal catinonas sintéticas. |
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| Autores principais: | Baranyuk, Kateryna |
| Assunto: | Catinonas sintéticas Khat Novas substâncias psicoativas Mestrado integrado - 2021 |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O consumo de substâncias psicoativas é uma realidade que remonta há vários séculos. Mais recentemente, já no século XX, os Estados, cientes dos perigos decorrentes do consumo exagerado deste tipo de substâncias, viram-se obrigados a adotar medidas repressivas, começando por discriminar as drogas ilícitas. A grande maioria das Novas Substâncias Psicoativas (NSP) surge neste contexto e com o propósito de contornar as medidas de controlo da produção, distribuição e consumo das drogas ilícitas. Assiste-se à alteração química e estrutural das substâncias que haviam sido controladas, resultando na criação de novas substâncias (NSP) com efeitos semelhantes aos das drogas ilícitas comumente abusadas. No início do século XXI, a popularidade e o uso das NSP aumentaram dramaticamente, desencadeando uma crise global de abuso e uma mudança drástica no panorama mundial das drogas. As catinonas sintéticas, substâncias que serão abordadas na presente dissertação, fazem parte do grupo das NSP e ocupam, hoje em dia, o segundo lugar nessa lista. O consumo das catinonas sintéticas tem aumentado, significativamente, não pelos seus efeitos serem semelhantes aos das drogas controladas, como cocaína, ecstasy e metanfetamina, como também pela sua vasta disponibilidade e facilidade de compra. Na presente dissertação trataremos, em primeiro lugar, das novas substâncias psicoativas, nomeadamente, precisando o conceito de novas substâncias psicoativas e abordando o modo como estas têm vindo a ser regulamentadas. No segundo capítulo da dissertação far-se-á um exaustivo enquadramento das catinonas sintéticas. Começando pelo estudo da Khat (planta de cujas folhas se extrai a catinona), seguindo-se uma descrição do processo de produção e consumo das catinonas sintéticas. No ponto 2.4, trataremos das propriedades químicas das catinonas sintéticas, designadamente da estrutura química, mecanismos de ação e metabolismo. Seguidamente, entraremos nas propriedades farmacológicas e métodos 3 analíticos para identificação e quantificação de catinonas e dos seus metabolitos. Por fim, serão abordados os efeitos desejados, efeitos adversos e toxicidade. As catinonas sintéticas, tal como sucede com grande parte das novas substâncias psicoativas, veem a sua estrutura química constantemente alterada, dificultando a sua monitorização por parte de diversos intervenientes (toxicologistas, cientistas, aplicadores do direito, sistemas de alerta…). Pretende-se com a presente dissertação que qualquer um destes intervenientes, finda a leitura de parte ou totalidade do texto, compreenda o que são afinal catinonas sintéticas. |
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