Publicação
Terapêutica por Quelação: ferro e alumínio
| Resumo: | A acumulação de metais no organismo humano pode resultar de disfunções genéticas ou da intoxicação por metais exógenos. Assim, a acumulação de ferro pode decorrer da hemocromatose e da β-talassémia, as quais alteram o seu metabolismo. Já o alumínio é um exemplo de metal exógeno, cuja acumulação pode resultar duma exposição ocupacional ou da diálise em insuficientes renais. Os agentes quelantes permitem sequestrar iões metálicos formando quelatos, possibilitando a sua eliminação do organismo e consequentemente a redução do stress oxidativo resultante da formação de espécies reativas de oxigénio (ROS). Devido às semelhanças químicas entre o ferro e o alumínio, os agentes quelantes propostos para o ferro podem ser utilizados para a remoção de alumínio de ligandos biológicos. Contudo, apesar de existirem atualmente vários agentes quelantes disponíveis (desferrioxamina, deferiprona, deferasirox, etc.), o desenvolvimento de novas moléculas que possam ser consideradas como agentes quelantes ideais ainda está longe da realidade. A maioria dos agentes quelantes têm como desvantagens vários efeitos adversos, uma ligação não específica e uma administração inconveniente, o que tem motivado a pesquisa e desenvolvimento de novos agentes que possam apresentar melhores características, tais como: menor toxicidade, maior solubilidade em água, maior resistência à biotransformação, maior capacidade de atingir os locais onde os metais estão armazenados no organismo e rápida excreção do quelato. Por outro lado, a interação entre a quelação intra e extracelular é de extrema relevância relativamente à mobilização de depósitos de metais tóxicos e a sua possível redistribuição para órgãos sensíveis, como por exemplo o cérebro, constituindo assim o tratamento combinado usando agentes quelantes lipofílicos e hidrofílicos uma área de investigação que necessita ser mais estudada. |
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| Autores principais: | Fortunato, Alexandra Marisa |
| Assunto: | Sobrecarga de ferro Intoxicação por alumínio Stress oxidativo Agentes quelantes Mestrado Integrado - 2016 |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A acumulação de metais no organismo humano pode resultar de disfunções genéticas ou da intoxicação por metais exógenos. Assim, a acumulação de ferro pode decorrer da hemocromatose e da β-talassémia, as quais alteram o seu metabolismo. Já o alumínio é um exemplo de metal exógeno, cuja acumulação pode resultar duma exposição ocupacional ou da diálise em insuficientes renais. Os agentes quelantes permitem sequestrar iões metálicos formando quelatos, possibilitando a sua eliminação do organismo e consequentemente a redução do stress oxidativo resultante da formação de espécies reativas de oxigénio (ROS). Devido às semelhanças químicas entre o ferro e o alumínio, os agentes quelantes propostos para o ferro podem ser utilizados para a remoção de alumínio de ligandos biológicos. Contudo, apesar de existirem atualmente vários agentes quelantes disponíveis (desferrioxamina, deferiprona, deferasirox, etc.), o desenvolvimento de novas moléculas que possam ser consideradas como agentes quelantes ideais ainda está longe da realidade. A maioria dos agentes quelantes têm como desvantagens vários efeitos adversos, uma ligação não específica e uma administração inconveniente, o que tem motivado a pesquisa e desenvolvimento de novos agentes que possam apresentar melhores características, tais como: menor toxicidade, maior solubilidade em água, maior resistência à biotransformação, maior capacidade de atingir os locais onde os metais estão armazenados no organismo e rápida excreção do quelato. Por outro lado, a interação entre a quelação intra e extracelular é de extrema relevância relativamente à mobilização de depósitos de metais tóxicos e a sua possível redistribuição para órgãos sensíveis, como por exemplo o cérebro, constituindo assim o tratamento combinado usando agentes quelantes lipofílicos e hidrofílicos uma área de investigação que necessita ser mais estudada. |
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