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Estudo comparativo entre valores de pressão arterial medidos no consultório através de método automático sequencial e em ambulatório

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As causas cardiovasculares continuam a liderar as causas de mortalidade, a nível mundial e nacional, e a hipertensão arterial é o fator de risco mais prevalente. A medição de pressão arterial no consultório através de aparelhos oscilométricos ou auscultatórios é a forma mais comum de diagnóstico e monitorização, mas está associada a um elevado grau de erro, sendo que o principal condicionante é o efeito da bata branca. A monitorização ambulatória de pressão arterial (MAPA) durante 24 horas é considerada a melhor metodologia para avaliação da pressão arterial disponível, sendo capaz de eliminar o efeito da bata branca, no entanto, está associada a desconforto para os doentes e muito custo. Este estudo tem como objetivo avaliar o grau de correlação entre a avaliação automática de pressão arterial no consultório (AOBP) e o MAPA. Foram incluídos 45 doentes (idade média 54,7 anos) seguidos na consulta de hipertensão arterial. A pressão arterial de cada doente foi avaliada por MAPA durante 24 horas e por AOBP com medições sequenciais durante 11 minutos. Foi observada uma correlação forte entre os valores de pressão arterial sistólica (R1=0,632 e R2= 0,617, p < 0,001) diastólica (R1= 0,702 R2= 0,712, p < 0,001) e média (R1= 0,692 R2= 0,691 , p < 0,001) obtidos por AOBP e por MAPA durante o período diurno1 e no total das 24 horas2. Conclui-se que o método automático de avaliação da pressão arterial no consultório poderá ser um potencial substituto do método clínico de medição no consultório que é utilizado por rotina. Este método parece reduzir o efeito da bata branca e variabilidade nos resultados associados às medições no consultório. A sua aplicação na prática clínica pode permitir a obtenção de resultados mais fidedignos e diminuir a necessidade de realização de MAPA, reduzindo os custos e desconforto associados a este.
Autores principais:Farinha, Mariana Teixeira Alves
Assunto:Hipertensão arterial Diagnóstico Avaliação automática Monitorização ambulatória Efeito da bata branca
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As causas cardiovasculares continuam a liderar as causas de mortalidade, a nível mundial e nacional, e a hipertensão arterial é o fator de risco mais prevalente. A medição de pressão arterial no consultório através de aparelhos oscilométricos ou auscultatórios é a forma mais comum de diagnóstico e monitorização, mas está associada a um elevado grau de erro, sendo que o principal condicionante é o efeito da bata branca. A monitorização ambulatória de pressão arterial (MAPA) durante 24 horas é considerada a melhor metodologia para avaliação da pressão arterial disponível, sendo capaz de eliminar o efeito da bata branca, no entanto, está associada a desconforto para os doentes e muito custo. Este estudo tem como objetivo avaliar o grau de correlação entre a avaliação automática de pressão arterial no consultório (AOBP) e o MAPA. Foram incluídos 45 doentes (idade média 54,7 anos) seguidos na consulta de hipertensão arterial. A pressão arterial de cada doente foi avaliada por MAPA durante 24 horas e por AOBP com medições sequenciais durante 11 minutos. Foi observada uma correlação forte entre os valores de pressão arterial sistólica (R1=0,632 e R2= 0,617, p < 0,001) diastólica (R1= 0,702 R2= 0,712, p < 0,001) e média (R1= 0,692 R2= 0,691 , p < 0,001) obtidos por AOBP e por MAPA durante o período diurno1 e no total das 24 horas2. Conclui-se que o método automático de avaliação da pressão arterial no consultório poderá ser um potencial substituto do método clínico de medição no consultório que é utilizado por rotina. Este método parece reduzir o efeito da bata branca e variabilidade nos resultados associados às medições no consultório. A sua aplicação na prática clínica pode permitir a obtenção de resultados mais fidedignos e diminuir a necessidade de realização de MAPA, reduzindo os custos e desconforto associados a este.