Publicação
Análise de perfis metabólicos de catinonas sintéticas por espetrometria de massa de alta resolução
| Resumo: | As catinonas sintéticas constituem o segundo grupo de novas substâncias psicoativas (NPS) mais monitorizado pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (EMCDDA), dados os seus efeitos estimulantes e alucinogénicos, que se assemelham aos da cocaína, metanfetaminas e anfetaminas. A rapidez com que surgem no mercado e a diversidade das estruturas químicas das catinonas sintéticas constituem um desafio para a sua identificação, sendo necessária a síntese de padrões. Para além disto, revela-se a necessidade de desenvolver estudos dos perfis metabólicos das catinonas, de forma a possibilitar a identificação de biomarcadores, em matrizes biológicas, destes consumos. No presente trabalho, desenvolvido no âmbito do protocolo entre a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e o Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária (LPC-PJ), no período de setembro de 2022 a junho de 2023, sintetizaram-se, na forma de cloridrato, duas catinonas sintéticas, que detêm o estatuto de droga, 3’-metilmetcatinona (3’-MMC), e 4’-metilmetcatinona (4’- MMC), sendo esta denominada de mefedrona. Sintetizaram-se, ainda, os respetivos metabolitos reduzidos, dihidro-3’-metilmetcatinona (3’-MMC-OH) e dihidro-4’- metilmetcatinona (4’-MMC-OH). Os quatro compostos referidos caracterizaram-se por espectroscopia de ressonância magnética nuclear (RMN), tendo, ainda, sido identificada por RMN a catinona sintética alfa-pirrolidinoisohexanofenona (α-PHiP) numa amostra fornecida pelo LPC-PJ. Os tempos de meia vida das catinonas 3’-MMC e 4’-MMC apresentaram os valores de 40 min e de 106 min, respetivamente, o que demonstra a elevada metabolização e, consequentemente, a importância do estudo dos seus metabolismos, de forma a identificar biomarcadores destes consumos. Da incubação in vitro das catinonas 3’-MMC e 4’-MMC identificaram-se, por espectrometria de massa de alta resolução (LC-ESI-HRMS): os metabolitos resultantes da respetiva hidroxilação no grupo metilo do anel aromático para ambas as catinonas, hidroxitolil-3’-metilmetcatinona (M1-3’- MMC) e hidroxitolil-4’-metilmetcatinona (M1-4’-MMC), o metabolito derivado da N-desmetilação da 4’-MMC, a nor-mefedrona (M2-4’-MMC), e o metabolito gerado através da redução do carbonilo da 3’-MMC (dihidro-3’-metilmetcatinona (M2-3’-MMC). Estes resultados sugerem a semelhança entre as vias metabólicas das catinonas em estudo. |
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| Autores principais: | Ferreira, Maria Inês Mantas |
| Assunto: | catinonas sintéticas RMN metabolismo LC-ESI-HRMS Teses de mestrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As catinonas sintéticas constituem o segundo grupo de novas substâncias psicoativas (NPS) mais monitorizado pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (EMCDDA), dados os seus efeitos estimulantes e alucinogénicos, que se assemelham aos da cocaína, metanfetaminas e anfetaminas. A rapidez com que surgem no mercado e a diversidade das estruturas químicas das catinonas sintéticas constituem um desafio para a sua identificação, sendo necessária a síntese de padrões. Para além disto, revela-se a necessidade de desenvolver estudos dos perfis metabólicos das catinonas, de forma a possibilitar a identificação de biomarcadores, em matrizes biológicas, destes consumos. No presente trabalho, desenvolvido no âmbito do protocolo entre a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) e o Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária (LPC-PJ), no período de setembro de 2022 a junho de 2023, sintetizaram-se, na forma de cloridrato, duas catinonas sintéticas, que detêm o estatuto de droga, 3’-metilmetcatinona (3’-MMC), e 4’-metilmetcatinona (4’- MMC), sendo esta denominada de mefedrona. Sintetizaram-se, ainda, os respetivos metabolitos reduzidos, dihidro-3’-metilmetcatinona (3’-MMC-OH) e dihidro-4’- metilmetcatinona (4’-MMC-OH). Os quatro compostos referidos caracterizaram-se por espectroscopia de ressonância magnética nuclear (RMN), tendo, ainda, sido identificada por RMN a catinona sintética alfa-pirrolidinoisohexanofenona (α-PHiP) numa amostra fornecida pelo LPC-PJ. Os tempos de meia vida das catinonas 3’-MMC e 4’-MMC apresentaram os valores de 40 min e de 106 min, respetivamente, o que demonstra a elevada metabolização e, consequentemente, a importância do estudo dos seus metabolismos, de forma a identificar biomarcadores destes consumos. Da incubação in vitro das catinonas 3’-MMC e 4’-MMC identificaram-se, por espectrometria de massa de alta resolução (LC-ESI-HRMS): os metabolitos resultantes da respetiva hidroxilação no grupo metilo do anel aromático para ambas as catinonas, hidroxitolil-3’-metilmetcatinona (M1-3’- MMC) e hidroxitolil-4’-metilmetcatinona (M1-4’-MMC), o metabolito derivado da N-desmetilação da 4’-MMC, a nor-mefedrona (M2-4’-MMC), e o metabolito gerado através da redução do carbonilo da 3’-MMC (dihidro-3’-metilmetcatinona (M2-3’-MMC). Estes resultados sugerem a semelhança entre as vias metabólicas das catinonas em estudo. |
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