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Produção descentralizada de energia a partir de resíduos orgânicos e análise do ciclo de vida

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho teve como objectivos realizar uma pesquisa bibliográfica em torno da tecnologia existente de sistemas de digestão anaeróbia e fazer uma estimativa do potencial existente nos resíduos orgânicos, alimentares e relva, de uma urbanização com 41 edifícios e cerca de 3000 habitantes. O potencial existente é mais expressivo no que respeita à poupança com os gastos relativos à compra de electricidade e calor no mercado. A auto-suficiência da urbanização com consumos de energia não é possível com esta quantidade de resíduos produzidos anualmente, sendo que para termo de comparação, foi estimada uma área de relvado hipotético para que se produzisse 50% da energia consumida na urbanização. Através deste estudo apurou-se que os valores para investimento para tipo de sistemas são mais precisos para sistemas centralizados, que processam volumes de resíduos muito superiores aos considerados na urbanização, pelo que os valores de investimento ainda são muito altos para sistemas descentralizados de reduzida dimensão. No entanto, a produção de energia eléctrica, calor e fertilizantes estimada indica-nos que há um potencial interessante para uma abordagem de integração urbana a este tipo de sistemas descentralizados.
Autores principais:Rocha, André Jorge Silvestre
Assunto:Digestão anaeróbica descentralizada Biogás Resíduos Teses de mestrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente trabalho teve como objectivos realizar uma pesquisa bibliográfica em torno da tecnologia existente de sistemas de digestão anaeróbia e fazer uma estimativa do potencial existente nos resíduos orgânicos, alimentares e relva, de uma urbanização com 41 edifícios e cerca de 3000 habitantes. O potencial existente é mais expressivo no que respeita à poupança com os gastos relativos à compra de electricidade e calor no mercado. A auto-suficiência da urbanização com consumos de energia não é possível com esta quantidade de resíduos produzidos anualmente, sendo que para termo de comparação, foi estimada uma área de relvado hipotético para que se produzisse 50% da energia consumida na urbanização. Através deste estudo apurou-se que os valores para investimento para tipo de sistemas são mais precisos para sistemas centralizados, que processam volumes de resíduos muito superiores aos considerados na urbanização, pelo que os valores de investimento ainda são muito altos para sistemas descentralizados de reduzida dimensão. No entanto, a produção de energia eléctrica, calor e fertilizantes estimada indica-nos que há um potencial interessante para uma abordagem de integração urbana a este tipo de sistemas descentralizados.