Publicação
Artrite reumatoide e infeção VIH : revisão da literatura a propósito de um caso clínico
| Resumo: | O aumento da sobrevida dos doentes infetados com o Vírus da Imunodeficiência Humana, devido ao avanço da terapêutica antirretroviral, implica que se assista, atualmente, a uma maior incidência de patologias crónicas concomitantes nestes doentes, nomeadamente do foro reumatológico. Entre as doenças reumatológicas, a Artrite Reumatoide adquire particular importância, dado que a sua terapêutica implica imunossupressão. Apesar da diversidade de fármacos disponíveis na terapêutica da AR, que permite uma abordagem mais individualizada dos doentes, existem ainda dados limitados para orientar a terapêutica em doentes com coinfeção VIH. Adicionalmente, a coexistência destas patologias tem motivado controvérsia, pois, sabendo-se que os linfócitos T CD4+ desempenham um papel central na fisiopatologia da AR, seria de esperar que esta doença não se desenvolvesse em doentes gravemente imunodeprimidos. Esta observação é um exemplo ilustrativo da complexidade da fisiopatologia da AR. Apresenta-se um caso de uma mulher com infeção VIH, a quem foi diagnosticada AR, com envolvimento pulmonar e hematológico. Foi instituída terapêutica com Tocilizumab, tendo realizado sete ciclos de administração até à data da colheita destes dados. Verificou-se uma melhoria clínica significativa a nível articular, hematológico e constitucional, sem ocorrência de efeitos adversos graves. A propósito deste caso clínico, faz-se uma revisão da literatura. |
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| Autores principais: | Pereira, Inês Egídio de Sousa e Silva |
| Assunto: | VIH Artrite reumatoide DMARDs |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O aumento da sobrevida dos doentes infetados com o Vírus da Imunodeficiência Humana, devido ao avanço da terapêutica antirretroviral, implica que se assista, atualmente, a uma maior incidência de patologias crónicas concomitantes nestes doentes, nomeadamente do foro reumatológico. Entre as doenças reumatológicas, a Artrite Reumatoide adquire particular importância, dado que a sua terapêutica implica imunossupressão. Apesar da diversidade de fármacos disponíveis na terapêutica da AR, que permite uma abordagem mais individualizada dos doentes, existem ainda dados limitados para orientar a terapêutica em doentes com coinfeção VIH. Adicionalmente, a coexistência destas patologias tem motivado controvérsia, pois, sabendo-se que os linfócitos T CD4+ desempenham um papel central na fisiopatologia da AR, seria de esperar que esta doença não se desenvolvesse em doentes gravemente imunodeprimidos. Esta observação é um exemplo ilustrativo da complexidade da fisiopatologia da AR. Apresenta-se um caso de uma mulher com infeção VIH, a quem foi diagnosticada AR, com envolvimento pulmonar e hematológico. Foi instituída terapêutica com Tocilizumab, tendo realizado sete ciclos de administração até à data da colheita destes dados. Verificou-se uma melhoria clínica significativa a nível articular, hematológico e constitucional, sem ocorrência de efeitos adversos graves. A propósito deste caso clínico, faz-se uma revisão da literatura. |
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