Publicação
Promover o pensamento algébrico nos primeiros anos de escolaridade : um trabalho colaborativo entre professores
| Resumo: | Este estudo pretende descrever, analisar e compreender o trabalho colaborati-vo realizado por um grupo de professores do 2.º ano de escolaridade para desenvolver o pensamento algébrico dos seus alunos, no quadro do tópico Regularida-des/sequências. A investigação é conduzida e os dados analisados à luz das seguintes questões: (i) como é que os professores interpretam os objetivos e orientações do Programa de Matemática? (ii) de que modo usam os materiais à sua disposição? (iii) como partilham e refletem sobre o desenrolar da atividade letiva? e (iv) quais as prin-cipais dificuldades que se evidenciam? Para esse efeito, o quadro teórico assenta em dois campos principais: pensamento algébrico e conhecimento profissional dos profes-sores. A investigação segue uma abordagem qualitativa, dentro do paradigma inter-pretativo. A recolha de dados decorre durante seis sessões de trabalho colaborativo do grupo de professores de uma escola do distrito de Lisboa, mais uma sessão final para reflexão e ainda durante quatro aulas observadas envolvendo a realização de tarefas previamente planeadas. Na qualidade de professora investigadora, procedo à recolha essencialmente através da observação participante, com recurso a dois processos: gra-vação áudio das sessões de trabalho e notas de campo produzidas durante as aulas observadas. Os resultados permitem identificar diversas etapas a seguir no trabalho com sequências para desenvolvimento do pensamento algébrico, evidenciando-se, simul-taneamente, a importância do questionamento orientado por parte do professor e a sua capacidade para fazer “boas perguntas”. A facilidade com que os alunos continuam as sequências repetitivas e as potencialidades das sequências crescentes para desen-volver a capacidade de generalização evidenciam as potencialidades da algebrização do currículo; demonstra-se, assim, que promover hábitos de pensamento e de repre-sentação que conduzam à generalização traz ganhos consideráveis à aprendizagem. Relativamente ao trabalho colaborativo realizado pelo grupo de professores, este estudo mostra que num trabalho de planificação a leitura do programa não pode significar apenas a leitura dos tópicos e objetivos específicos. Para que os professores captem o sentido da proposta curricular revela-se importante a leitura e discussão do texto completo do documento. Ganha especial relevo a leitura e interpretação que é feita em conjunto, permitindo um entendimento comum sobre as orientações curricu-lares e conferindo significado ao trabalho que vai sendo realizado em sala de aula. É o trabalho colaborativo entre pares, desde que cientificamente apoiado, que mais segu-rança oferece. É também o reconhecimento das competências dos diversos atores que pode contribuir para uma mudança de práticas e para o crescimento profissional de cada um dos envolvidos. É, por fim, nos momentos de partilha que os professores sen-tem confiança para expor as suas dúvidas e as suas dificuldades. |
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| Autores principais: | Cascais, Célia Maria Ferreira Guerra, 1967- |
| Assunto: | Álgebra Didáctica da matemática Trabalho colaborativo Teses de mestrado - 2012 |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este estudo pretende descrever, analisar e compreender o trabalho colaborati-vo realizado por um grupo de professores do 2.º ano de escolaridade para desenvolver o pensamento algébrico dos seus alunos, no quadro do tópico Regularida-des/sequências. A investigação é conduzida e os dados analisados à luz das seguintes questões: (i) como é que os professores interpretam os objetivos e orientações do Programa de Matemática? (ii) de que modo usam os materiais à sua disposição? (iii) como partilham e refletem sobre o desenrolar da atividade letiva? e (iv) quais as prin-cipais dificuldades que se evidenciam? Para esse efeito, o quadro teórico assenta em dois campos principais: pensamento algébrico e conhecimento profissional dos profes-sores. A investigação segue uma abordagem qualitativa, dentro do paradigma inter-pretativo. A recolha de dados decorre durante seis sessões de trabalho colaborativo do grupo de professores de uma escola do distrito de Lisboa, mais uma sessão final para reflexão e ainda durante quatro aulas observadas envolvendo a realização de tarefas previamente planeadas. Na qualidade de professora investigadora, procedo à recolha essencialmente através da observação participante, com recurso a dois processos: gra-vação áudio das sessões de trabalho e notas de campo produzidas durante as aulas observadas. Os resultados permitem identificar diversas etapas a seguir no trabalho com sequências para desenvolvimento do pensamento algébrico, evidenciando-se, simul-taneamente, a importância do questionamento orientado por parte do professor e a sua capacidade para fazer “boas perguntas”. A facilidade com que os alunos continuam as sequências repetitivas e as potencialidades das sequências crescentes para desen-volver a capacidade de generalização evidenciam as potencialidades da algebrização do currículo; demonstra-se, assim, que promover hábitos de pensamento e de repre-sentação que conduzam à generalização traz ganhos consideráveis à aprendizagem. Relativamente ao trabalho colaborativo realizado pelo grupo de professores, este estudo mostra que num trabalho de planificação a leitura do programa não pode significar apenas a leitura dos tópicos e objetivos específicos. Para que os professores captem o sentido da proposta curricular revela-se importante a leitura e discussão do texto completo do documento. Ganha especial relevo a leitura e interpretação que é feita em conjunto, permitindo um entendimento comum sobre as orientações curricu-lares e conferindo significado ao trabalho que vai sendo realizado em sala de aula. É o trabalho colaborativo entre pares, desde que cientificamente apoiado, que mais segu-rança oferece. É também o reconhecimento das competências dos diversos atores que pode contribuir para uma mudança de práticas e para o crescimento profissional de cada um dos envolvidos. É, por fim, nos momentos de partilha que os professores sen-tem confiança para expor as suas dúvidas e as suas dificuldades. |
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