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Em nome da "verdade histórica": a Comissão do Livro Negro Sobre o Regime Fascista, uma comissão de verdade na democratização portuguesa (1977-1991)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em 1977 foi criada em Portugal, por iniciativa do Primeiro-Ministro do Partido Socialista Mário Soares, a Comissão do Livro Negro. Esta comissão foi encarregada de investigar os crimes e abusos cometidos desde a implementação da Ditadura Militar, em 1926, até à Revolução dos Cravos, em 1974. Os seus membros eram “cidadãos de reconhecida idoneidade moral e exemplar passado democrático”, declarados opositores ao antigo regime, com diferentes orientações ideológicas — “socialistas, comunistas, membros da maçonaria, intelectuais e políticos republicanos” (RAIMUNDO, 2015, p.18). Durante os 14 anos de atividade, a comissão procedeu à recolha de documentação de diversos arquivos de entidades do regime, que publicou em 25 relatórios sobre as instituições, as práticas e as vítimas do regime de Salazar. É este o objeto em torno do qual se desenvolve este capítulo, cujo objetivo é apurar se a Comissão do Livro Negro reúne as características necessárias para ser considerada uma comissão de verdade, à semelhança das descritas na literatura especializada.
Autores principais:Morais, Joana Rebelo
Outros Autores:Raimundo, Filipa
Assunto:Comissão do Livro Negro Sobre o Regime Fascista Justiça de transição Comissão de verdade
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Em 1977 foi criada em Portugal, por iniciativa do Primeiro-Ministro do Partido Socialista Mário Soares, a Comissão do Livro Negro. Esta comissão foi encarregada de investigar os crimes e abusos cometidos desde a implementação da Ditadura Militar, em 1926, até à Revolução dos Cravos, em 1974. Os seus membros eram “cidadãos de reconhecida idoneidade moral e exemplar passado democrático”, declarados opositores ao antigo regime, com diferentes orientações ideológicas — “socialistas, comunistas, membros da maçonaria, intelectuais e políticos republicanos” (RAIMUNDO, 2015, p.18). Durante os 14 anos de atividade, a comissão procedeu à recolha de documentação de diversos arquivos de entidades do regime, que publicou em 25 relatórios sobre as instituições, as práticas e as vítimas do regime de Salazar. É este o objeto em torno do qual se desenvolve este capítulo, cujo objetivo é apurar se a Comissão do Livro Negro reúne as características necessárias para ser considerada uma comissão de verdade, à semelhança das descritas na literatura especializada.