Publicação
Utilização da terapia com ondas de choque no tratamento de lesões em cavalos de desporto
| Resumo: | Nos últimos anos, a utilização das ondas de choque extracorporais em equinos tem vindo a crescer de forma exponencial, nomeadamente no tratamento de lesões ortopédicas. Esta terapia teve origem na década de 80 sendo realizada em humanos no tratamento de cálculos renais e vesicais (Fonseca, 2008). No âmbito da ortopedia humana, os primeiros tratamentos foram realizados em lesões de epicondilite lateral (cotovelo de tenista) e fascite plantar (esporão calcâneo). O sucesso obtido em humanos levou à aprovação das ondas de choque em cavalos (New Jersey Equine Clinic, 2015). Existem vários tipos de ondas de choque: eletro-hidráulicas, eletromagnéticas, pizoeletrónicas e radiais, sendo as primeiras as mais indicadas para fins de tratamento médico (Pulsevet, 2014). O tratamento com ondas de choque extracorporais tem como principais efeitos a estimulação dos osteoclastos e fibroblastos contribuindo para a reconstituição dos tecidos afetados e promove a correta cicatrização dos tendões e ligamentos através da estimulação do fluxo sanguíneo na região afetada. As ondas de choque controlam ainda o processo inflamatório através de propriedades anti-inflamatórias e analgésicas (Metheney, 2004). O mecanismo através do qual as ondas de choque atuam nos diversos tecidos não é ainda compreendido na totalidade, existindo diversos mecanismos com o objetivo de explicar esses efeitos, incluindo a estimulação direta da cura, neovascularização, efeitos supressores diretos sobre os nocirecetores e hiperestimulação (Notarnicola & Moretti, 2012). Este tratamento tem sido utilizado de acordo com as suas indicações em medicina humana. Assim sendo, em equinos, este tratamento começou por ser realizado em fraturas de stress, com o objetivo de estimular a remodelação óssea, e em lesões do ligamento suspensor do boleto e tendinites. Atualmente, as ondas de choque são usadas para tratar diversas afeções do aparelho músculo-esquelético (McClure & Merritt 2003). Na presente dissertação estão descritos dez casos clínicos em que se pretende avaliar a evolução clinica dos equinos em que foi utilizada terapia com ondas de choque no tratamento das mais variadas lesões do aparelho músculo-esquelético. Apesar de não ser possível concluir uma relação direta de causa-efeito entre as sessões e a evolução dos equinos, observaram-se melhorias significativas em oito dos dez casos apresentados. Em suma o tratamento com ondas de choque extracorporais constitui uma nova modalidade terapêutica que tem vindo a obter bons resultados clínicos. No entanto, são necessários mais estudos científicos nesta área de forma a demonstrar o sucesso desta terapia no tratamento das lesões para as quais está indicada. |
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| Autores principais: | Rosário, Catarina Pereira da Cruz |
| Assunto: | ondas de choque extracorporais lesões cavalos de desporto extracorporeal shock wave injuries sport horses |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Nos últimos anos, a utilização das ondas de choque extracorporais em equinos tem vindo a crescer de forma exponencial, nomeadamente no tratamento de lesões ortopédicas. Esta terapia teve origem na década de 80 sendo realizada em humanos no tratamento de cálculos renais e vesicais (Fonseca, 2008). No âmbito da ortopedia humana, os primeiros tratamentos foram realizados em lesões de epicondilite lateral (cotovelo de tenista) e fascite plantar (esporão calcâneo). O sucesso obtido em humanos levou à aprovação das ondas de choque em cavalos (New Jersey Equine Clinic, 2015). Existem vários tipos de ondas de choque: eletro-hidráulicas, eletromagnéticas, pizoeletrónicas e radiais, sendo as primeiras as mais indicadas para fins de tratamento médico (Pulsevet, 2014). O tratamento com ondas de choque extracorporais tem como principais efeitos a estimulação dos osteoclastos e fibroblastos contribuindo para a reconstituição dos tecidos afetados e promove a correta cicatrização dos tendões e ligamentos através da estimulação do fluxo sanguíneo na região afetada. As ondas de choque controlam ainda o processo inflamatório através de propriedades anti-inflamatórias e analgésicas (Metheney, 2004). O mecanismo através do qual as ondas de choque atuam nos diversos tecidos não é ainda compreendido na totalidade, existindo diversos mecanismos com o objetivo de explicar esses efeitos, incluindo a estimulação direta da cura, neovascularização, efeitos supressores diretos sobre os nocirecetores e hiperestimulação (Notarnicola & Moretti, 2012). Este tratamento tem sido utilizado de acordo com as suas indicações em medicina humana. Assim sendo, em equinos, este tratamento começou por ser realizado em fraturas de stress, com o objetivo de estimular a remodelação óssea, e em lesões do ligamento suspensor do boleto e tendinites. Atualmente, as ondas de choque são usadas para tratar diversas afeções do aparelho músculo-esquelético (McClure & Merritt 2003). Na presente dissertação estão descritos dez casos clínicos em que se pretende avaliar a evolução clinica dos equinos em que foi utilizada terapia com ondas de choque no tratamento das mais variadas lesões do aparelho músculo-esquelético. Apesar de não ser possível concluir uma relação direta de causa-efeito entre as sessões e a evolução dos equinos, observaram-se melhorias significativas em oito dos dez casos apresentados. Em suma o tratamento com ondas de choque extracorporais constitui uma nova modalidade terapêutica que tem vindo a obter bons resultados clínicos. No entanto, são necessários mais estudos científicos nesta área de forma a demonstrar o sucesso desta terapia no tratamento das lesões para as quais está indicada. |
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