Publicação
A relação entre a atividade física e a cognição em participantes com mais de 65 anos.
| Resumo: | A população idosa tem aumentado nas últimas décadas nos países que compõem a União Europeia, devido à combinação de uma baixa fertilidade e do aumento da expectativa de vida. Nesse contexto, entender melhor o papel do exercício físico no domínio cognitivo, torna-se essencial para promover um envelhecimento saudável, tanto a nível individual como social (Liu-Ambrose, Nagamatsu, Graf, Beattie, Ashe, & Handy, 2010). Todavia, não está claro se o exercício físico pode impedir a degeneração do sistema nervoso central e consequentemente das funções cognitivas, a partir dos 65 anos. Este estudo teve como objetivo verificar a relação da atividade física na cognição, em participantes acima de 65 anos. Avaliando-se a atividade física através do questionário YPAS, estudou-se o quanto esta previa o desempenho cogntivo, medido através do Teste de Stroop. Numa amostra total de 76 participantes, caracterizada por ativos (frequentadores de ginásios da grande Lisboa), e não ativos (frequentadores de lares da grande Lisboa e contatos pessoais) foi encontrada uma correlação significativa do modelo preditor proposto (r2=.46, p<.05), o que significa dizer que 46% do resultado do Teste de Stroop pode ser explicado pela interação entre as variáveis preditoras do modelo proposto. Em termos práticos, um aumento de atividade física nesta população parece promover um melhor desempenho cognitivo. Por outro lado, a redução da quantidade de horas que um mesmo indivíduo passa sentado, também parece facilitar o seu desempenho cognitivo. |
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| Autores principais: | Fagundes, Sheila |
| Assunto: | Cognição Exercício físico Função executiva População idosa Questionário YPAS Teste de Stroop Cognition Elderly population Executive function Exercise |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A população idosa tem aumentado nas últimas décadas nos países que compõem a União Europeia, devido à combinação de uma baixa fertilidade e do aumento da expectativa de vida. Nesse contexto, entender melhor o papel do exercício físico no domínio cognitivo, torna-se essencial para promover um envelhecimento saudável, tanto a nível individual como social (Liu-Ambrose, Nagamatsu, Graf, Beattie, Ashe, & Handy, 2010). Todavia, não está claro se o exercício físico pode impedir a degeneração do sistema nervoso central e consequentemente das funções cognitivas, a partir dos 65 anos. Este estudo teve como objetivo verificar a relação da atividade física na cognição, em participantes acima de 65 anos. Avaliando-se a atividade física através do questionário YPAS, estudou-se o quanto esta previa o desempenho cogntivo, medido através do Teste de Stroop. Numa amostra total de 76 participantes, caracterizada por ativos (frequentadores de ginásios da grande Lisboa), e não ativos (frequentadores de lares da grande Lisboa e contatos pessoais) foi encontrada uma correlação significativa do modelo preditor proposto (r2=.46, p<.05), o que significa dizer que 46% do resultado do Teste de Stroop pode ser explicado pela interação entre as variáveis preditoras do modelo proposto. Em termos práticos, um aumento de atividade física nesta população parece promover um melhor desempenho cognitivo. Por outro lado, a redução da quantidade de horas que um mesmo indivíduo passa sentado, também parece facilitar o seu desempenho cognitivo. |
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