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Valorização nutricional da carne de frangos alimentados com dietas contendo Arthrospira platensis e aditivadas com enzimas exógenas

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Resumo:O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito da incorporação da microalga Spirulina (Arthrospira platensis), com ou sem suplementação enzimática no desempenho produtivo de frangos e na composição em ácidos gordos, Vitamina E, carotenoides da carne. Neste estudo realizou-se um ensaio de crescimento onde 120 pintos do dia, machos, da estirpe Ross 308, foram distribuídos por 40 gaiolas e alimentados nos primeiros 21 dias com uma dieta de iniciação comum. Ao vigésimo primeiro dia as gaiolas foram aleatoriamente alocadas a um de quatro tratamentos em que a dieta controlo (CONT), à base de milho e bagaço de soja, foi adicionalmente suplementada com 15% Spirulina sem adição de enzimas (MA), com 15% Spirulina e 0.05% de Rovabio® (MAR) e com 15% Spirulina e 0.1% de lisozima (MAL). Os frangos foram abatidos ao 35º dia, e a coxa e o peito de um frango por gaiola foi utilizado para a análise de lípidos totais, ácidos gordos, vitamina E, carotenos, colesterol e oxidação lipídica pelo método do ácido tiobarbitúrico (TBA). Os resultados indicam que a inclusão de 15% de Spirulina suplementada com lisozima (MAL) durante os últimos 15 dias de vida dos frangos reduziu o crescimento em relação ao controlo e que a inclusão de Spirulina (MA) ou Spirulina com Rovabio® (MAR) apresentaram crescimentos intermédios entre o controlo e MAL. A inclusão de Spirulina nas dietas, com ou sem adição de enzimas, aumentou a proporção do somatório de ácidos gordos saturados (SFA), reduziu o somatório dos ácidos gordos polinsaturados da família ómega-3 (n-3 PUFA) e o teor de α- e -tocoferol na carne de peito e da coxa, afetando negativamente as razões de n-6/n-3 PUFA e de PUFA/SFA. O teor de carotenoides e de TBA não foram afetados pelos tratamentos. Concluindo, a incorporação de 15% de Spirulina, com ou sem adição de enzimas exógenas, na dieta de acabamento de frangos de carne não melhorou o desempenho produtivo e afetou negativamente a qualidade nutricional da carne.
Autores principais:Santos, Helena Maria Marques Lopes Moreira
Assunto:Milho soja frangos de carne lisozima Rovabio Arthrosphira platensis corn soy broilers lysozyme
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito da incorporação da microalga Spirulina (Arthrospira platensis), com ou sem suplementação enzimática no desempenho produtivo de frangos e na composição em ácidos gordos, Vitamina E, carotenoides da carne. Neste estudo realizou-se um ensaio de crescimento onde 120 pintos do dia, machos, da estirpe Ross 308, foram distribuídos por 40 gaiolas e alimentados nos primeiros 21 dias com uma dieta de iniciação comum. Ao vigésimo primeiro dia as gaiolas foram aleatoriamente alocadas a um de quatro tratamentos em que a dieta controlo (CONT), à base de milho e bagaço de soja, foi adicionalmente suplementada com 15% Spirulina sem adição de enzimas (MA), com 15% Spirulina e 0.05% de Rovabio® (MAR) e com 15% Spirulina e 0.1% de lisozima (MAL). Os frangos foram abatidos ao 35º dia, e a coxa e o peito de um frango por gaiola foi utilizado para a análise de lípidos totais, ácidos gordos, vitamina E, carotenos, colesterol e oxidação lipídica pelo método do ácido tiobarbitúrico (TBA). Os resultados indicam que a inclusão de 15% de Spirulina suplementada com lisozima (MAL) durante os últimos 15 dias de vida dos frangos reduziu o crescimento em relação ao controlo e que a inclusão de Spirulina (MA) ou Spirulina com Rovabio® (MAR) apresentaram crescimentos intermédios entre o controlo e MAL. A inclusão de Spirulina nas dietas, com ou sem adição de enzimas, aumentou a proporção do somatório de ácidos gordos saturados (SFA), reduziu o somatório dos ácidos gordos polinsaturados da família ómega-3 (n-3 PUFA) e o teor de α- e -tocoferol na carne de peito e da coxa, afetando negativamente as razões de n-6/n-3 PUFA e de PUFA/SFA. O teor de carotenoides e de TBA não foram afetados pelos tratamentos. Concluindo, a incorporação de 15% de Spirulina, com ou sem adição de enzimas exógenas, na dieta de acabamento de frangos de carne não melhorou o desempenho produtivo e afetou negativamente a qualidade nutricional da carne.