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Arquitectura de espaços abertos

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Resumo:As novas dimensões de tempo e de lugar e as mutações sociais e económicas que ocorreram no decurso dos últimos anos representam, actualmente, um desafio para as cidades do Sul da Europa e, em particular, para a cidade de Lisboa. Este conjunto de alterações obrigam-nos a rever a importância dos usos, dos seus edifícios e de quem as habita. Essa reflexão permite identificar e explorar novas possibilidades. Reinventar, reabilitar, regenerar, são instrumentos chave para prosperar neste campo de acção e inverter a actual situação de abandono do património arquitectónico e urbano. Para além dos objectivos fundamentais de defesa, conservação e aproveitamento dos recursos disponibilizados pelo património construído, temos hoje que conseguir dotá-lo de capacidade de resposta perante as exigências da vida contemporânea. A “Colina de Sant’Ana” é, presentemente, um importante território de debate na cidade de Lisboa: a desactivação dos hospitais gera uma oportunidade para esta área central e consolidada. A importância histórica e científica desse lugar é conhecida e indiscutível pela existência de um rico património que sobrepõe várias épocas, com relevo para a história ligada aos conventos, que aí se fixaram a partir do século XVI, e para a história da saúde com testemunhos que remontam ao século XIV. A preservação da memória deste sítio e do seu valor patrimonial, face a uma paisagem e dinâmica urbana em permanente redefinição, constituem o contexto para situar a presente proposta. O estudo de caso é o Hospital de Santa Marta, sito nas estruturas do antigo Convento de Santa Marta e na sua cerca. De um modo geral, mais do que tornar o lugar do Convento de Santa Marta parte integrante da cidade, a proposta procura interpretar a relação com a pré-existência através da transformação do antigo convento num Centro de Investigação. A nossa proposta de programa e respectivo desenvolvimento dão continuidade à vocação do edifício, mantendo-o como uma unidade ligada à saúde, através do estudo de plantas medicinais, focada na temática do coração. O edifício está integrado numa paisagem que, inspirada na ecologia do restauro, contém parte do programa. Através da pesquisa documental, da análise e interpretação de casos de estudo, de entrevistas e de observação directa, foi possível reunir um conjunto de informação sobre as múltiplas valências desta paisagem urbana, suporte para o desenvolvimento do projecto que se apresenta.
Autores principais:Costa, Carolina Rego
Assunto:Património arquitetónico religioso e hospitalar Lisboa Portugal Regeneração arquitetónica e urbana Inovação social Fitoterapia Jardim frisico
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As novas dimensões de tempo e de lugar e as mutações sociais e económicas que ocorreram no decurso dos últimos anos representam, actualmente, um desafio para as cidades do Sul da Europa e, em particular, para a cidade de Lisboa. Este conjunto de alterações obrigam-nos a rever a importância dos usos, dos seus edifícios e de quem as habita. Essa reflexão permite identificar e explorar novas possibilidades. Reinventar, reabilitar, regenerar, são instrumentos chave para prosperar neste campo de acção e inverter a actual situação de abandono do património arquitectónico e urbano. Para além dos objectivos fundamentais de defesa, conservação e aproveitamento dos recursos disponibilizados pelo património construído, temos hoje que conseguir dotá-lo de capacidade de resposta perante as exigências da vida contemporânea. A “Colina de Sant’Ana” é, presentemente, um importante território de debate na cidade de Lisboa: a desactivação dos hospitais gera uma oportunidade para esta área central e consolidada. A importância histórica e científica desse lugar é conhecida e indiscutível pela existência de um rico património que sobrepõe várias épocas, com relevo para a história ligada aos conventos, que aí se fixaram a partir do século XVI, e para a história da saúde com testemunhos que remontam ao século XIV. A preservação da memória deste sítio e do seu valor patrimonial, face a uma paisagem e dinâmica urbana em permanente redefinição, constituem o contexto para situar a presente proposta. O estudo de caso é o Hospital de Santa Marta, sito nas estruturas do antigo Convento de Santa Marta e na sua cerca. De um modo geral, mais do que tornar o lugar do Convento de Santa Marta parte integrante da cidade, a proposta procura interpretar a relação com a pré-existência através da transformação do antigo convento num Centro de Investigação. A nossa proposta de programa e respectivo desenvolvimento dão continuidade à vocação do edifício, mantendo-o como uma unidade ligada à saúde, através do estudo de plantas medicinais, focada na temática do coração. O edifício está integrado numa paisagem que, inspirada na ecologia do restauro, contém parte do programa. Através da pesquisa documental, da análise e interpretação de casos de estudo, de entrevistas e de observação directa, foi possível reunir um conjunto de informação sobre as múltiplas valências desta paisagem urbana, suporte para o desenvolvimento do projecto que se apresenta.