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A importância dos investidores institucionais na evolução dos modelos de governo nas empresas na Europa

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Resumo:O debate sobre os modelos de governo das empresas — situação actual e evolução previsível tem vindo a ganhar importância na investigação sobre o governo das sociedades (corporate governance) na Europa. Esta dissertação investiga as tendências perspectivadas para o futuro destes modelos na Europa, dando particular atenção à importância que poderão ter os investidores institucionais e os elementos de carácter nacional nessa evolução. O primeiro capítulo aborda de forma sintética a questão do conteúdo e âmbito do conceito de govemo das sociedades, identificando a sua problemática e descrevendo de forma crítica os principais modelos actualmente existentes nas economias desenvolvidas. É efectuada uma confrontação das diferentes propostas apresentadas para a resolução do problema das assimetrias de interesses que possam existir entre agentes e principais na gestão empresarial. Seguidamente, no capítulo 2, analisa-se a evolução da importância dos investidores institucionais na Europa e questionam-se as causas que poderão justificar um comportamento distinto destes accionistas, assim como as suas consequências. Perante a constatação de que, sob esta denominação genérica, são abrangidos investidores distintos relativamente a objectivos, prazos de investimento e até quadros regulatórios, é feita uma análise comparativa das suas particularidades. O capítulo 3 caracteriza a diversidade europeia relativamente a diversos indicadores que identificam e distinguem os modelos de corporate governance - quadro legal, estrutura de propriedade, importância do mercado de capitais e práticas de gestão. Se a análise de diversos factores económicos, jurídicos e políticos potenciadores de uma aproximação entre os diversos regimes de corporate governance na Europa, aponta para uma aproximação entre os diversos modelos, outros factores, analisados na dissertação e em particular as influências culturais e políticas neste processo, legitimam, pelo contrário, a alternativa de não se verificar uma convergência para um modelo único. Este trade off é tratado no capítulo 4, onde se efectua o estudo empírico da situação dos regimes de corporate governance na Europa, com base nos valores dos ratings do governo das empresas emitidos pela Deminor para uma amostra significativa das empresas constituintes do índice FTSE Eurofirst 300. Tendo como fundamento metodológico o conceito de convergência desenvolvido originalmente pela teoria do crescimento — nomeadamente a convergência beta e a convergência sigma - estimaram-se diversos modelos, que permitem concluir que, no período em estudo (2000-2003), se verificou um processo de convergência entre os principais modelos de governo das empresas na Europa. Finalmente, com base num modelo de dados de painel constata-se que essa convergência parece ser lenta e limitada, uma vez que variáveis não financeiras de carácter nacional, nomeadamente o quadro legal, influenciam o processo, quando este é medido pelas alterações no rating de governance das empresas
Autores principais:Matos, Pedro Verga
Assunto:Investidores institucionais Corporate Governance Convergência Europa Investisseurs institutionnels Gouvernement des entreprises Convergence Europe
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O debate sobre os modelos de governo das empresas — situação actual e evolução previsível tem vindo a ganhar importância na investigação sobre o governo das sociedades (corporate governance) na Europa. Esta dissertação investiga as tendências perspectivadas para o futuro destes modelos na Europa, dando particular atenção à importância que poderão ter os investidores institucionais e os elementos de carácter nacional nessa evolução. O primeiro capítulo aborda de forma sintética a questão do conteúdo e âmbito do conceito de govemo das sociedades, identificando a sua problemática e descrevendo de forma crítica os principais modelos actualmente existentes nas economias desenvolvidas. É efectuada uma confrontação das diferentes propostas apresentadas para a resolução do problema das assimetrias de interesses que possam existir entre agentes e principais na gestão empresarial. Seguidamente, no capítulo 2, analisa-se a evolução da importância dos investidores institucionais na Europa e questionam-se as causas que poderão justificar um comportamento distinto destes accionistas, assim como as suas consequências. Perante a constatação de que, sob esta denominação genérica, são abrangidos investidores distintos relativamente a objectivos, prazos de investimento e até quadros regulatórios, é feita uma análise comparativa das suas particularidades. O capítulo 3 caracteriza a diversidade europeia relativamente a diversos indicadores que identificam e distinguem os modelos de corporate governance - quadro legal, estrutura de propriedade, importância do mercado de capitais e práticas de gestão. Se a análise de diversos factores económicos, jurídicos e políticos potenciadores de uma aproximação entre os diversos regimes de corporate governance na Europa, aponta para uma aproximação entre os diversos modelos, outros factores, analisados na dissertação e em particular as influências culturais e políticas neste processo, legitimam, pelo contrário, a alternativa de não se verificar uma convergência para um modelo único. Este trade off é tratado no capítulo 4, onde se efectua o estudo empírico da situação dos regimes de corporate governance na Europa, com base nos valores dos ratings do governo das empresas emitidos pela Deminor para uma amostra significativa das empresas constituintes do índice FTSE Eurofirst 300. Tendo como fundamento metodológico o conceito de convergência desenvolvido originalmente pela teoria do crescimento — nomeadamente a convergência beta e a convergência sigma - estimaram-se diversos modelos, que permitem concluir que, no período em estudo (2000-2003), se verificou um processo de convergência entre os principais modelos de governo das empresas na Europa. Finalmente, com base num modelo de dados de painel constata-se que essa convergência parece ser lenta e limitada, uma vez que variáveis não financeiras de carácter nacional, nomeadamente o quadro legal, influenciam o processo, quando este é medido pelas alterações no rating de governance das empresas