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Construção de trajetórias estudantis no Ensino Superior Técnico-Profissional Chileno: uma análise a partir de uma perspetiva de desenvolvimento humano e das capacidades

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Resumo:Esta investigação mostra uma análise dos elementos das políticas públicas que influenciam a possibilidade de construir trajetórias diversas nos estudantes do sistema de Ensino Superior Técnico-Profissional Chileno. Com vista a realizar uma revisão qualitativa e apresentar propostas ao sistema, assumiu-se visãododesenvolvimento humano, a perspetiva das capacidades e a sua ideia própria do que constitui a justiça aplicada ao contexto da educação. A pesquisa centrou-se no processo de formalização e consolidação do sistema ESTP, e nos instrumentos de política do período 2010-2018. Neles, foi feito uma revisão da abordagem feita aos fatores de conversão ‒elementos contextuais‒, e à heterogeneidade de objetivos e aspirações ‒projeções futuras‒ dos participantes do sistema. Em geral, verificou-se que as estruturas iniciais com que o ESTP foi formalizado no ensino superior na década de 1980, mantem-se até hoje, com poucas alterações. Embora algumas iniciativas tenham permitido a entrada de novos setores sociais no Ensino Superior, o ESTP apresenta estruturas frequentemente questionadas como reproduzindo desigualdades em vez de alcançar uma verdadeira igualdade de oportunidades, e com rigidezes que prejudicam a diversidade e fluidez de possíveis trajetórias estudantis. Nas políticas entre 2010 e 2018, houve umatentativa de modificar o rumo na área, embora não fosse inteiramente bem-sucedida na superação das lógicas anteriores. A recente mudança nas políticas públicas do sistema ESTP, de uma visão meritocrática do capital humano para uma tímida emergência de ideias de direitos e desenvolvimento humano, mostra uma oportunidade de avançar numa política para a construção de trajetórias no ESTP que salvaguarde os princípios desta última perspetiva, desde que sejam traçados instrumentos articulados que procuram ter a perspetiva dos estudantes no centro, institucionalizar iniciativas previamente isoladas, e abordar elementos sociais, ambientais, e individuais, além do âmbito económico.
Autores principais:Ugarte, Mariana Herrera
Assunto:Ensino Superior Técnico-Profissional Desenvolvimento Humano Perspetiva de Capacidades Trajetórias Higher Education TVET Human Development Capabilities Trajectories
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta investigação mostra uma análise dos elementos das políticas públicas que influenciam a possibilidade de construir trajetórias diversas nos estudantes do sistema de Ensino Superior Técnico-Profissional Chileno. Com vista a realizar uma revisão qualitativa e apresentar propostas ao sistema, assumiu-se visãododesenvolvimento humano, a perspetiva das capacidades e a sua ideia própria do que constitui a justiça aplicada ao contexto da educação. A pesquisa centrou-se no processo de formalização e consolidação do sistema ESTP, e nos instrumentos de política do período 2010-2018. Neles, foi feito uma revisão da abordagem feita aos fatores de conversão ‒elementos contextuais‒, e à heterogeneidade de objetivos e aspirações ‒projeções futuras‒ dos participantes do sistema. Em geral, verificou-se que as estruturas iniciais com que o ESTP foi formalizado no ensino superior na década de 1980, mantem-se até hoje, com poucas alterações. Embora algumas iniciativas tenham permitido a entrada de novos setores sociais no Ensino Superior, o ESTP apresenta estruturas frequentemente questionadas como reproduzindo desigualdades em vez de alcançar uma verdadeira igualdade de oportunidades, e com rigidezes que prejudicam a diversidade e fluidez de possíveis trajetórias estudantis. Nas políticas entre 2010 e 2018, houve umatentativa de modificar o rumo na área, embora não fosse inteiramente bem-sucedida na superação das lógicas anteriores. A recente mudança nas políticas públicas do sistema ESTP, de uma visão meritocrática do capital humano para uma tímida emergência de ideias de direitos e desenvolvimento humano, mostra uma oportunidade de avançar numa política para a construção de trajetórias no ESTP que salvaguarde os princípios desta última perspetiva, desde que sejam traçados instrumentos articulados que procuram ter a perspetiva dos estudantes no centro, institucionalizar iniciativas previamente isoladas, e abordar elementos sociais, ambientais, e individuais, além do âmbito económico.