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Porto de abrigo, porto de pesca

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho parte do interesse pelo tema lugares de memória e como estes, cada vez mais procurados pelo homem contemporâneo, se apresentam como um meio de tranquilizar as constantes crises identitárias que se têm tornado cada vez mais recorrentes. Pela fragmentação dos espaços vividos, intenta-se, através do ato de projectar, exprimir a natureza, a história, a tradição e a sociedade do lugar escolhido, num objecto de clara e transparente lógica espacial. Da escolha da baía de Sines, como o lugar de intervenção, motivada pelo desaparecimento gradual da identidade secular marítima, atualmente ameaçada, tornara-se fundamental o estudo e interpretação da sua condição de pertença naquele que é, hoje, um dos maiores portos industriais de Portugal. Criando uma nova oportunidade para a reconstrução de um discurso coeso entre Sines e o mar, entretanto quebrada, o Porto de Abrigo, enquadrado numa das propostas dadas à baía – o Percurso de Memória – pretende-se que este seja o resultado de um culminar de intenções da restituição da memória e da identidade. Através das características excecionais que o envolvem, este será um lugar reflexivo, um lugar de memória que, não só se tornará capaz de acentuar a condição excecional da baía, como a identidade piscatória local.
Autores principais:Tomás, Ana Catarina Albuquerque
Assunto:Memória Lugar Identidade Mar Comunidade piscatória Costumes Tradição Modernidade Espaço vivido Memory Place Identity Sea Fishing community Mores Tradition Modernity Living space
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente trabalho parte do interesse pelo tema lugares de memória e como estes, cada vez mais procurados pelo homem contemporâneo, se apresentam como um meio de tranquilizar as constantes crises identitárias que se têm tornado cada vez mais recorrentes. Pela fragmentação dos espaços vividos, intenta-se, através do ato de projectar, exprimir a natureza, a história, a tradição e a sociedade do lugar escolhido, num objecto de clara e transparente lógica espacial. Da escolha da baía de Sines, como o lugar de intervenção, motivada pelo desaparecimento gradual da identidade secular marítima, atualmente ameaçada, tornara-se fundamental o estudo e interpretação da sua condição de pertença naquele que é, hoje, um dos maiores portos industriais de Portugal. Criando uma nova oportunidade para a reconstrução de um discurso coeso entre Sines e o mar, entretanto quebrada, o Porto de Abrigo, enquadrado numa das propostas dadas à baía – o Percurso de Memória – pretende-se que este seja o resultado de um culminar de intenções da restituição da memória e da identidade. Através das características excecionais que o envolvem, este será um lugar reflexivo, um lugar de memória que, não só se tornará capaz de acentuar a condição excecional da baía, como a identidade piscatória local.