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A Relação treinador-atleta : a relação entre o treinador e o jogador suplente em basquetebol

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Resumo:Este estudo debruça-se sobre a relação treinador – atleta, na modalidade de basquetebol, pretendendo descrever os comportamentos e as percepções dos treinadores e dos jogadores relativamente à qualidade das interacções pessoais considerando, em particular, o estatuto (titular ou suplente) do jogador. Investigámos, também, os comportamentos dos treinadores durante as sessões de treino em função do escalão (júnior ou sénior) e do resultado competitivo (após a situação de vitória e após situação de derrota). No que se refere aos atletas, verificámos se os seus comportamentos variam em função do respectivo estatuto, escalão e resultado da competição. Participaram jogadores de basquetebol do escalão júnior e sénior (N=199), 6 treinadores do escalão júnior e 16 do escalão sénior (N=22), tendo sido filmadas 92 sessões de treino (70 após vitória e 22 após derrota). A percepção da natureza da relação treinador atleta foi medida através do questionário I.I.T.A. e os comportamentos do treinador foram analisados através de dois sistemas de observação (o S.O.T.A. e o S.O.C.A.). Os comportamentos dos atletas foram medidos com o S.O.T.A.-OBEL e S.O.C.I. Em termos gerais, os resultados indicam que, relativamente ao ensino/treino, ao relacionamento interpessoal objectivo (comportamentos significativos do treinador e do atleta) e subjectivo (percepções acerca da qualidade da interacção pessoal), os treinadores não se relacionam com todos os atletas da mesma maneira e que os diversos tipos de jogadores não se comportam no treino de forma semelhante. Os resultados indicam que a imagem do treinador varia consoante o estatuto e não em relação ao escalão competitivo, que o comportamento funcional dos treinadores varia em função do estatuto e do escalão, que os comportamentos afectivos dos treinadores modificam-se em função do estatuto e do escalão, que os comportamentos dos atletas variam em função do estatuto e do escalão e que os comportamentos perturbadores dos atletas variam em função do estatuto, do escalão e do resultado competitivo.
Autores principais:Rolla, Mário Toledo
Assunto:Atleta Basquetebol Comportamento Relação treinador-atleta
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo debruça-se sobre a relação treinador – atleta, na modalidade de basquetebol, pretendendo descrever os comportamentos e as percepções dos treinadores e dos jogadores relativamente à qualidade das interacções pessoais considerando, em particular, o estatuto (titular ou suplente) do jogador. Investigámos, também, os comportamentos dos treinadores durante as sessões de treino em função do escalão (júnior ou sénior) e do resultado competitivo (após a situação de vitória e após situação de derrota). No que se refere aos atletas, verificámos se os seus comportamentos variam em função do respectivo estatuto, escalão e resultado da competição. Participaram jogadores de basquetebol do escalão júnior e sénior (N=199), 6 treinadores do escalão júnior e 16 do escalão sénior (N=22), tendo sido filmadas 92 sessões de treino (70 após vitória e 22 após derrota). A percepção da natureza da relação treinador atleta foi medida através do questionário I.I.T.A. e os comportamentos do treinador foram analisados através de dois sistemas de observação (o S.O.T.A. e o S.O.C.A.). Os comportamentos dos atletas foram medidos com o S.O.T.A.-OBEL e S.O.C.I. Em termos gerais, os resultados indicam que, relativamente ao ensino/treino, ao relacionamento interpessoal objectivo (comportamentos significativos do treinador e do atleta) e subjectivo (percepções acerca da qualidade da interacção pessoal), os treinadores não se relacionam com todos os atletas da mesma maneira e que os diversos tipos de jogadores não se comportam no treino de forma semelhante. Os resultados indicam que a imagem do treinador varia consoante o estatuto e não em relação ao escalão competitivo, que o comportamento funcional dos treinadores varia em função do estatuto e do escalão, que os comportamentos afectivos dos treinadores modificam-se em função do estatuto e do escalão, que os comportamentos dos atletas variam em função do estatuto e do escalão e que os comportamentos perturbadores dos atletas variam em função do estatuto, do escalão e do resultado competitivo.