Publicação
Evaluation of diisobutyl phthalate (DIBP) in food. Comparison with dibutyl phthalate (DBP) in terms of hazard identification, characterization and exposure via packaging and food contact materials
| Resumo: | Os ftalatos são uma família de compostos químicos utilizados em plásticos como adjuvantes tecnológicos, para lhes conferir as características desejadas no produto final: maleabilidade, flexibilidade, capacidade de retenção de tinta, entre outras. Estes plastificantes são presença comum em embalagens de plástico alimentar, e outros tipos de materiais de contacto com alimentos, aparecendo mesmo durante as várias fases de processamento e embalagem. Os ftalatos são conhecidos por causarem efeitos toxicológicos crónicos em humanos e animais, induzindo diversos efeitos adversos reprodutivos, pois atuam como um disruptor endócrino. Em fevereiro de 2019, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) emitiu um parecer para atualizar as avaliações de risco dos ftalatos autorizados. Neste relatório foram considerados os cinco tipos de ftalatos já autorizados, incluindo dibutil ftalato (DBP). No entanto, o diisobutil ftalato (DIBP), um isómero do DBP, não foi considerado na opinião da AESA, com a justificativa de que não é um ftalato autorizado para a produção de materiais de embalagem. Os ftalatos ocorrem em produtos alimentícios e em materiais de embalagem. O DIBP é detetado em alimentos como contaminante e é semelhante ao DBP, em termos de características físico-químicas e modo de ação. Embora vestigial em muitos casos, sua presença contribui para a exposição global aos ftalatos. Os resultados globais analisados para este trabalho fornecem evidências suficientes do perigo da exposição ao DIBP, tendo, em alguns casos, efeitos adversos mais pronunciados do que o DBP, e é no sexo masculino que os efeitos adversos parecem ser mais pronunciados. O objetivo principal deste trabalho é avaliar a presença dos dois ftalatos em alimentos e os materiais de embalagens. Além de compreender as diferenças entre DBP e DIBP, em termos de propriedades físico-químicas, efeitos adversos e modo de ação, utilizando como ferramentas uma análise de estudos in vitro, in vivo e epidemiológicos confiáveis, visando o desenvolvimento de uma avaliação de risco de exposição, e justificar a pertinência de considerar este ftalato no próximo parecer da AESA. |
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| Autores principais: | Magalhães, Adriana Maria Rodrigues |
| Assunto: | Phthalates Food contact materials Diisobutyl phthalate Dibutyl phthalate Risk assessment Teses de mestrado -2021 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os ftalatos são uma família de compostos químicos utilizados em plásticos como adjuvantes tecnológicos, para lhes conferir as características desejadas no produto final: maleabilidade, flexibilidade, capacidade de retenção de tinta, entre outras. Estes plastificantes são presença comum em embalagens de plástico alimentar, e outros tipos de materiais de contacto com alimentos, aparecendo mesmo durante as várias fases de processamento e embalagem. Os ftalatos são conhecidos por causarem efeitos toxicológicos crónicos em humanos e animais, induzindo diversos efeitos adversos reprodutivos, pois atuam como um disruptor endócrino. Em fevereiro de 2019, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) emitiu um parecer para atualizar as avaliações de risco dos ftalatos autorizados. Neste relatório foram considerados os cinco tipos de ftalatos já autorizados, incluindo dibutil ftalato (DBP). No entanto, o diisobutil ftalato (DIBP), um isómero do DBP, não foi considerado na opinião da AESA, com a justificativa de que não é um ftalato autorizado para a produção de materiais de embalagem. Os ftalatos ocorrem em produtos alimentícios e em materiais de embalagem. O DIBP é detetado em alimentos como contaminante e é semelhante ao DBP, em termos de características físico-químicas e modo de ação. Embora vestigial em muitos casos, sua presença contribui para a exposição global aos ftalatos. Os resultados globais analisados para este trabalho fornecem evidências suficientes do perigo da exposição ao DIBP, tendo, em alguns casos, efeitos adversos mais pronunciados do que o DBP, e é no sexo masculino que os efeitos adversos parecem ser mais pronunciados. O objetivo principal deste trabalho é avaliar a presença dos dois ftalatos em alimentos e os materiais de embalagens. Além de compreender as diferenças entre DBP e DIBP, em termos de propriedades físico-químicas, efeitos adversos e modo de ação, utilizando como ferramentas uma análise de estudos in vitro, in vivo e epidemiológicos confiáveis, visando o desenvolvimento de uma avaliação de risco de exposição, e justificar a pertinência de considerar este ftalato no próximo parecer da AESA. |
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