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O afeto na relação entre Frontão e Marco Aurélio

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A carta, sobretudo a carta privada, é a imitação da oralidade, amicorum colloquia absentium. É metade de um diálogo. E estando ausente o recurso da presença física entre o que fala e o que escuta, é apenas pela escolha e pela combinação das palavras que o escritor mostra o seu pensamento sobre as coisas de um modo natural e verdadeiro. Como no diálogo, a carta deve mostrar a imagem da alma, εἰκὼν τῆς ψυχῆς , de quem escreve, mas é necessário o afecto. Desde os séculos II-I a. C. que Demétrio, no seu tratado Sobre o Estilo, definiu as bases e as restrições do género epistolar , mostrando um interesse preponderante pela carta privada, deixando claro que, apesar do seu papel informativo, o elemento mais importante era a expressão da amizade, φιλοφρόνησις . Assim, o estilo representativo do autor devia adaptar-se à personalidade do destinatário e o conteúdo devia reflectir a intimidade entre os correspondentes , estando presentes tanto a espontaneidade de sentimentos como a simplicidade de expressão . A manifestação de amizade simples e sincera era a principal mensagem que a epístola devia transmitir.
Autores principais:Pereira, Ana Cristina
Assunto:Fronton, 0095?-0175? - Correspondência Marco Aurélio, Imperador de Roma, 0121-0180 - Correspondência Literatura latina epistolar - História e crítica Retórica antiga Amizade - Roma Teses de mestrado - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A carta, sobretudo a carta privada, é a imitação da oralidade, amicorum colloquia absentium. É metade de um diálogo. E estando ausente o recurso da presença física entre o que fala e o que escuta, é apenas pela escolha e pela combinação das palavras que o escritor mostra o seu pensamento sobre as coisas de um modo natural e verdadeiro. Como no diálogo, a carta deve mostrar a imagem da alma, εἰκὼν τῆς ψυχῆς , de quem escreve, mas é necessário o afecto. Desde os séculos II-I a. C. que Demétrio, no seu tratado Sobre o Estilo, definiu as bases e as restrições do género epistolar , mostrando um interesse preponderante pela carta privada, deixando claro que, apesar do seu papel informativo, o elemento mais importante era a expressão da amizade, φιλοφρόνησις . Assim, o estilo representativo do autor devia adaptar-se à personalidade do destinatário e o conteúdo devia reflectir a intimidade entre os correspondentes , estando presentes tanto a espontaneidade de sentimentos como a simplicidade de expressão . A manifestação de amizade simples e sincera era a principal mensagem que a epístola devia transmitir.