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Símbolos de morte em espaços de vida! Sobre a presença de placas de xisto gravadas em povoados do Alto Alentejo, no contexto do Sudoeste peninsular

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Como típico artefacto votivo das comunidades megalíticas do Neolítico final/Calcolítico inicial do Sudoeste peninsular, as placas de xisto gravadas surgem maioritariamente em contextos funerários balizados entre os últimos séculos do 4º e os primeiros do 3º milénio a.n.e. Contudo, estes artefactos surgem igualmente em espaços de evidente carácter habitacional, em povoados de tipologia diversa, com datações radicarbónicas que os enquadram entre o último quartel do 4º e a segunda metade do 3º milénio a.n.e. Usando, como case study, diversos sítios do Alto Alentejo, pretende-se avançar com algumas linhas interpretativas sobre a presença destes artefactos em contextos habitacionais – debatendo questões como a existência de áreas efectivas de produção em espaços intra-habitat (ateliers) ou a recuperação de artefactos e sua reintrodução em áreas habitacionais (como relíquias, entendidos no quadro de novas concepções simbólicas), possivelmente recuperados no âmbito do reuso de monumentos megalíticos, prática atestada no Sudoeste peninsular durante todo o 3º milénio a.n.e., e mesmo no seguinte.
Autores principais:Andrade, Marco António
Outros Autores:Costeira, Catarina; Mataloto, Rui
Assunto:Placas de xisto gravadas Neolítico final - Calcolítico Povoados Ateliers Sudoeste peninsular Engraved schist plaques Late Neolithic/Chalcolithic Settlements Workshops Southwest Iberia
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Como típico artefacto votivo das comunidades megalíticas do Neolítico final/Calcolítico inicial do Sudoeste peninsular, as placas de xisto gravadas surgem maioritariamente em contextos funerários balizados entre os últimos séculos do 4º e os primeiros do 3º milénio a.n.e. Contudo, estes artefactos surgem igualmente em espaços de evidente carácter habitacional, em povoados de tipologia diversa, com datações radicarbónicas que os enquadram entre o último quartel do 4º e a segunda metade do 3º milénio a.n.e. Usando, como case study, diversos sítios do Alto Alentejo, pretende-se avançar com algumas linhas interpretativas sobre a presença destes artefactos em contextos habitacionais – debatendo questões como a existência de áreas efectivas de produção em espaços intra-habitat (ateliers) ou a recuperação de artefactos e sua reintrodução em áreas habitacionais (como relíquias, entendidos no quadro de novas concepções simbólicas), possivelmente recuperados no âmbito do reuso de monumentos megalíticos, prática atestada no Sudoeste peninsular durante todo o 3º milénio a.n.e., e mesmo no seguinte.