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Análise espácio-temporal dos biótopos de Sapal do Estuário do Sado (1995-2005)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Estudámos a dinâmica dos ecossistemas de sapal baixo e de sapal alto no Estuário do Sado, que se prevê ser uma das áreas húmidas do litoral de Portugal, mais afectadas pelos impactos negat ivos da elevação relativa do nível do mar. Utilizámos ortofotomapas com imagens em diferentes datas, para avaliar a evolução da área ocupada pelos sapais alto e baixo. Foram seleccionadas áreas com maior c menor exposição à ondulação lacustre do estuário. Verificámos, nas áreas mais expostas, valores de 20% de redução no sapal alto, entre 1995 e 2005, e de 90% no sapal baixo. Nas áreas com exposição moderada, os valores do recuo foram mais baixos no sapal alto (8%) c no sapal baixo (5 1%). Nos locais de abrigo face à ondulação provocada pelos ventos dominantes, verificaram-se aumentos, ainda que pontuais, na área ocupada pelo sapal baixo. Este trabalho demonstra que domina a dinâmica de rccuo do sapal, com diminuição da sua área de ocupação, e só de forma muito marginal e limitada, se verifica um aumento na área ocupada pelo sapal.
Autores principais:Neto, Carlos
Outros Autores:Gutierres, Francisco; Moreira, Maria Eugénia; Costa, José Carlos
Assunto:Elevação relativa do nível do mar Erosão Impacto antrópico Sapal baixo Sapal alto Estuário do Sado
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Estudámos a dinâmica dos ecossistemas de sapal baixo e de sapal alto no Estuário do Sado, que se prevê ser uma das áreas húmidas do litoral de Portugal, mais afectadas pelos impactos negat ivos da elevação relativa do nível do mar. Utilizámos ortofotomapas com imagens em diferentes datas, para avaliar a evolução da área ocupada pelos sapais alto e baixo. Foram seleccionadas áreas com maior c menor exposição à ondulação lacustre do estuário. Verificámos, nas áreas mais expostas, valores de 20% de redução no sapal alto, entre 1995 e 2005, e de 90% no sapal baixo. Nas áreas com exposição moderada, os valores do recuo foram mais baixos no sapal alto (8%) c no sapal baixo (5 1%). Nos locais de abrigo face à ondulação provocada pelos ventos dominantes, verificaram-se aumentos, ainda que pontuais, na área ocupada pelo sapal baixo. Este trabalho demonstra que domina a dinâmica de rccuo do sapal, com diminuição da sua área de ocupação, e só de forma muito marginal e limitada, se verifica um aumento na área ocupada pelo sapal.