Publicação
Tratamento da síndrome de ardor bucal revisão narrativa de ensaios clínicos
| Resumo: | Introdução: A síndrome de Ardor Bucal enquadra-se na dor orofacial idiopática, sendo um diagnóstico por vezes difícil. O tratamento desta síndrome não reúne consenso, pela dificuldade em obter resultados favoráveis e que levem à remissão completa dos sintomas. Esta revisão tem o objetivo de fazer um levantamento atualizado da literatura sobre os tratamentos disponíveis, a sua eficácia e efeitos secundários. Metodologia: Ensaios clínicos aleatorizados e controlados sobre o tratamento da Síndrome de Ardor Bucal foram pesquisados nas bases de dados Pubmed e Cochrane Central Register of Controlled Trials (publicados até dezembro 2021). 41 artigos foram selecionados e analisados para a realização da presente dissertação de tese, num total de 2 009 doentes. Resultados: Foram identificadas 23 diferentes tipologias de tratamento, sendo que o clonazepam, a capsaicina, o ácido alfa-lipóico, a terapia de laser e a psicoterapia de grupo apresentaram os melhores resultados na diminuição dos sintomas. A crocina, a catuama e a acupuntura mostraram resultados promissores. Quando outras terapias de primeira linha falham, a estimulação magnética transcraniana pré-frontal repetitiva pode ter uma resposta eficaz. Os efeitos secundários associados à maioria das terapias foram ligeiros a moderados, com uma diminuição ao longo do tempo. Conclusão: Pelo carácter tendencialmente crónico desta síndrome, todos os tratamentos apresentam intrinsecamente um potencial efeito placebo. Deste modo, são necessários mais ensaios clínicos aleatorizados e controlados, com amostras maiores, que incluam o tratamento placebo nas suas comparações, e que utilizem as mesmas metodologias de investigação, por forma a determinar o tratamento mais adequado para a Síndrome de Ardor Bucal. |
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| Autores principais: | Teixeira, Daniela Aleixo |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2022 Saúde Oral |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A síndrome de Ardor Bucal enquadra-se na dor orofacial idiopática, sendo um diagnóstico por vezes difícil. O tratamento desta síndrome não reúne consenso, pela dificuldade em obter resultados favoráveis e que levem à remissão completa dos sintomas. Esta revisão tem o objetivo de fazer um levantamento atualizado da literatura sobre os tratamentos disponíveis, a sua eficácia e efeitos secundários. Metodologia: Ensaios clínicos aleatorizados e controlados sobre o tratamento da Síndrome de Ardor Bucal foram pesquisados nas bases de dados Pubmed e Cochrane Central Register of Controlled Trials (publicados até dezembro 2021). 41 artigos foram selecionados e analisados para a realização da presente dissertação de tese, num total de 2 009 doentes. Resultados: Foram identificadas 23 diferentes tipologias de tratamento, sendo que o clonazepam, a capsaicina, o ácido alfa-lipóico, a terapia de laser e a psicoterapia de grupo apresentaram os melhores resultados na diminuição dos sintomas. A crocina, a catuama e a acupuntura mostraram resultados promissores. Quando outras terapias de primeira linha falham, a estimulação magnética transcraniana pré-frontal repetitiva pode ter uma resposta eficaz. Os efeitos secundários associados à maioria das terapias foram ligeiros a moderados, com uma diminuição ao longo do tempo. Conclusão: Pelo carácter tendencialmente crónico desta síndrome, todos os tratamentos apresentam intrinsecamente um potencial efeito placebo. Deste modo, são necessários mais ensaios clínicos aleatorizados e controlados, com amostras maiores, que incluam o tratamento placebo nas suas comparações, e que utilizem as mesmas metodologias de investigação, por forma a determinar o tratamento mais adequado para a Síndrome de Ardor Bucal. |
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