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Relação entre eficiência e dimensão : serão os maiores bancos mais eficientes em termos de custos?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No decorrer da crise financeira iniciada em 2007, assistiu-se ao resgate financeiro de várias instituições financeiras, nomeadamente de bancos de grande dimensão. Esta política baseia-se na premissa "Demasiado Grande para Cair" ("Too Big To Fail"), termo aplicado para descrever a situação em que determinadas instituições financeiras consideradas de grande dimensão, ao atravessarem dificuldades, terão impactos negativos na economia e sistema financeiro. Para fazer face a essas dificuldades recorreu-se à intervenção governamental. Tendo este contexto como base de partida, neste trabalho é proposta uma análise aos níveis de eficiência. Mais especificamente, propomos analisar e quantificar a relação entre as variáveis eficiência e dimensão, e corroborar se efetivamente maior dimensão significa melhores níveis de eficiência. Analisaram-se os maiores bancos da Zona Euro nos últimos 10 anos. A metodologia usada para medir a eficiência foi o método Data Envelopment Analysis (DEA). Recorremos ainda ao teste de causalidade de Granger como forma de avaliar a relação entre dimensão e eficiência. Relativamente aos resultados obtidos, podemos concluir que existem evidências de uma relação positiva entre a dimensão e eficiência. De facto, os maiores bancos, são os que apresentam, em média, maiores níveis de eficiência. Dos coeficientes estimados através do teste de causalidade de Granger, é possível concluir que será mais exequível aumentar a dimensão de um banco através da melhoria dos seus níveis de eficiência, que aumentar a eficiência via aumento da dimensão.
Autores principais:Costa, Francisco Maria Nunes da
Assunto:Eficiência Bancos da Zona Euro DEA Efficiency Euro Zone Banks
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:No decorrer da crise financeira iniciada em 2007, assistiu-se ao resgate financeiro de várias instituições financeiras, nomeadamente de bancos de grande dimensão. Esta política baseia-se na premissa "Demasiado Grande para Cair" ("Too Big To Fail"), termo aplicado para descrever a situação em que determinadas instituições financeiras consideradas de grande dimensão, ao atravessarem dificuldades, terão impactos negativos na economia e sistema financeiro. Para fazer face a essas dificuldades recorreu-se à intervenção governamental. Tendo este contexto como base de partida, neste trabalho é proposta uma análise aos níveis de eficiência. Mais especificamente, propomos analisar e quantificar a relação entre as variáveis eficiência e dimensão, e corroborar se efetivamente maior dimensão significa melhores níveis de eficiência. Analisaram-se os maiores bancos da Zona Euro nos últimos 10 anos. A metodologia usada para medir a eficiência foi o método Data Envelopment Analysis (DEA). Recorremos ainda ao teste de causalidade de Granger como forma de avaliar a relação entre dimensão e eficiência. Relativamente aos resultados obtidos, podemos concluir que existem evidências de uma relação positiva entre a dimensão e eficiência. De facto, os maiores bancos, são os que apresentam, em média, maiores níveis de eficiência. Dos coeficientes estimados através do teste de causalidade de Granger, é possível concluir que será mais exequível aumentar a dimensão de um banco através da melhoria dos seus níveis de eficiência, que aumentar a eficiência via aumento da dimensão.