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Genotipagem da mutação G829A no gene da piruvato cinase em indíviduos da Guiné-Bissau e sua associação com a malária

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A malária é uma doença provocada por um parasita protozoário do género Plasmodium, que é transmitida por mosquitos do género Anopheles e que pode acarretar um grande conjunto de complicações, podendo em muitos casos levar mesmo à morte. Esta doença é uma das mais incidentes nos continentes africano, asiático e sulamericano e tem uma incidência mundial de cerca de 216 milhões de casos. A elevada mortalidade e o grande impacto desta doença fazem com que ela seja considerada como uma das maiores forças selectivas evolucionárias da história recente da humanidade. O impacto que esta doença tem na evolução Humana, faz com que as variantes dos genes que permitam ao seu portador uma resistência à malária ou uma atenuação dos seus sintomas, tenham vindo a ser conservados ao longo dos tempos. Até agora já foram encontrados vários genes que aparentam desempenhar esta função, entre os quais se encontram alguns que regulam a produção de enzimas, como é o caso do gene PKLR (pyruvate kinase liver red cells). Foi recentemente observada uma nova mutação no gene PKLR (G829A;Glu277Lys), que parece estar associada à malária, uma vez que só tem sido encontrada em países onde a malária é endémica. Pretende-se então analisar e comparar a incidência desta mutação na Guiné-Bissau com os dados já obtidos, em Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial e o grupo controlo Portugal. Para a realização desta análise foi extraído o DNA genómico a partir de saliva recolhida em zaragatoa ou sangue recolhido em FTA’s, Etanol e RNAlater. O exão 7 do gene PKLR foi amplificado e posteriormente sequenciado. A comparação da frequência da incidência desta mutação foi efectuada com recurso a programas de tratamento estatístico. Observou-se então que a população da Guiné-Bissau, apesar de ser composta por um elevado número de etnias, tem uma frequência para esta mutação bastante semelhante às outras populações africanas. Devido a várias limitações no estudo não é possível estabelecer uma ligação directa entre a presença da mutação e a malária. No entanto, os dados deste estudo permitem fazer uma adenda aos dados já existentes para que no futuro ser possível fazer essa associação, se ela existir. É por isso muito importante que se continuem a fazer estudos nesta área, no seguimento deste, mas mais aprofundados.
Autores principais:Pateira, Sara Cristina Inês Simões, 1990-
Assunto:Malária Mutação genética Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A malária é uma doença provocada por um parasita protozoário do género Plasmodium, que é transmitida por mosquitos do género Anopheles e que pode acarretar um grande conjunto de complicações, podendo em muitos casos levar mesmo à morte. Esta doença é uma das mais incidentes nos continentes africano, asiático e sulamericano e tem uma incidência mundial de cerca de 216 milhões de casos. A elevada mortalidade e o grande impacto desta doença fazem com que ela seja considerada como uma das maiores forças selectivas evolucionárias da história recente da humanidade. O impacto que esta doença tem na evolução Humana, faz com que as variantes dos genes que permitam ao seu portador uma resistência à malária ou uma atenuação dos seus sintomas, tenham vindo a ser conservados ao longo dos tempos. Até agora já foram encontrados vários genes que aparentam desempenhar esta função, entre os quais se encontram alguns que regulam a produção de enzimas, como é o caso do gene PKLR (pyruvate kinase liver red cells). Foi recentemente observada uma nova mutação no gene PKLR (G829A;Glu277Lys), que parece estar associada à malária, uma vez que só tem sido encontrada em países onde a malária é endémica. Pretende-se então analisar e comparar a incidência desta mutação na Guiné-Bissau com os dados já obtidos, em Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial e o grupo controlo Portugal. Para a realização desta análise foi extraído o DNA genómico a partir de saliva recolhida em zaragatoa ou sangue recolhido em FTA’s, Etanol e RNAlater. O exão 7 do gene PKLR foi amplificado e posteriormente sequenciado. A comparação da frequência da incidência desta mutação foi efectuada com recurso a programas de tratamento estatístico. Observou-se então que a população da Guiné-Bissau, apesar de ser composta por um elevado número de etnias, tem uma frequência para esta mutação bastante semelhante às outras populações africanas. Devido a várias limitações no estudo não é possível estabelecer uma ligação directa entre a presença da mutação e a malária. No entanto, os dados deste estudo permitem fazer uma adenda aos dados já existentes para que no futuro ser possível fazer essa associação, se ela existir. É por isso muito importante que se continuem a fazer estudos nesta área, no seguimento deste, mas mais aprofundados.