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A independência dos auditores em Moçambique : efeito cultural

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo pretendeu analisar a importância dos factores que afectam a independência dos auditores (ou seja, as necessidades do investidor, retenção de clientes, valores e obrigações profissionais e pressões de tempo/ orçamentárias) em dois cenários e, em fase de realização dos trabalhos de auditoria. O primeiro cenário (caso 1) está relacionado com pressão de tempo em face de prazo de entrega do relatório de auditoria enquanto o segundo (caso 2) refere-se a relação especial com o cliente de auditoria. A amostra é composta por 60 auditores Moçambicanos de 6 empresas de auditoria que operam em Moçambique. No caso 1, os resultados sugerem que a promessa da firma de auditoria de entregar relatório no prazo estabelecido foi a principal e único factor com poder explicativo sobre a decisão de fazer mais trabalho de auditoria antes de assinar o relatório. No caso 2, os resultados sugerem que a influência do problema de tempo vs orçamento e a situação de emprego do auditor, na sua relação com seu antigo colega e superior hierárquico, foi o principal factor com poder explicativo sobre a decisão de fazer mais trabalho de auditoria antes de assinar o relatório. O segundo factor mais importante foi incapacidade da firma de auditoria de facturar o cliente pelos trabalhos adicionais. Por último, nos dois cenários, os resultados sugerem que a associação entre o Colectivismo de Hofstede (1991) e a decisão do auditor de efectuar trabalho adicional de auditoria foi positiva e fraca.
Autores principais:Chimene, António Marcos
Assunto:Independência do auditor, Cultura Individualismo Auditor independence Culture Individualism
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo pretendeu analisar a importância dos factores que afectam a independência dos auditores (ou seja, as necessidades do investidor, retenção de clientes, valores e obrigações profissionais e pressões de tempo/ orçamentárias) em dois cenários e, em fase de realização dos trabalhos de auditoria. O primeiro cenário (caso 1) está relacionado com pressão de tempo em face de prazo de entrega do relatório de auditoria enquanto o segundo (caso 2) refere-se a relação especial com o cliente de auditoria. A amostra é composta por 60 auditores Moçambicanos de 6 empresas de auditoria que operam em Moçambique. No caso 1, os resultados sugerem que a promessa da firma de auditoria de entregar relatório no prazo estabelecido foi a principal e único factor com poder explicativo sobre a decisão de fazer mais trabalho de auditoria antes de assinar o relatório. No caso 2, os resultados sugerem que a influência do problema de tempo vs orçamento e a situação de emprego do auditor, na sua relação com seu antigo colega e superior hierárquico, foi o principal factor com poder explicativo sobre a decisão de fazer mais trabalho de auditoria antes de assinar o relatório. O segundo factor mais importante foi incapacidade da firma de auditoria de facturar o cliente pelos trabalhos adicionais. Por último, nos dois cenários, os resultados sugerem que a associação entre o Colectivismo de Hofstede (1991) e a decisão do auditor de efectuar trabalho adicional de auditoria foi positiva e fraca.