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Rastreio de agentes patogénicos presentes na população adulta de Apis mellifera no efetivo apícola nacional

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente dissertação de mestrado visa contribuir para o conhecimento do panorama sanitário do efetivo apícola português, fornecendo ferramentas importantes para o compreender. O primeiro objetivo foi determinar a prevalência nacional, regional e sazonal dos principais agentes patogénicos que afetam a abelha adulta com base na amostra em estudo, e o segundo foi averiguar a interação entre os mesmos. Assim, 493 e 226 amostras de abelhas adultas recolhidas em 2021 e de janeiro a junho de 2022, respetivamente, foram enviadas para o Posto Apícola, INIAV, provenientes de Portugal Continental e Arquipélago dos Açores. Foram analisadas utilizando técnicas macroscópicas e microscópicas estabelecidas pelo laboratório, tendo sido observados Varroa destructor, Nosema spp., Acarapis woodi, Senotainia tricuspis e Braula coeca. Em 2021, o agente mais prevalente foi V. destructor (35,29%, 174/493), seguido por Nosema spp. (26,98%, 133/493), sendo que esta tendência se inverteu em 2022, com valores de 23,89% (54/226) e 25,22% (57/226), respetivamente. O Arquipélago dos Açores foi a única região nacional onde se diagnosticaram casos de parasitismo por A. woodi e por B. coeca, sendo adicionalmente a única zona sem qualquer caso positivo de V. destructor. O terceiro agente mais diagnosticado, S. tricuspis (2021: 21,30%, 105/493 | 2022: 11,06%, 25/226), apresentou o seu padrão sazonal característico em 2022, com maior prevalência no Verão, embora não se tenha observado o mesmo no ano anterior. Aethina tumida e Tropilaelaps spp., agentes etiológicos de doenças emergentes exóticas, não foram detetados. A infeção mista por V. destructor e S. tricuspis foi a mais comum em 2021 (48,96%, 47/96), enquanto em 2022 foi Nosema spp. e S. tricuspis (43,75%, 7/16). Apesar de não ser a mais frequente, a combinação de V. destructor e Nosema spp. revelou-se também muito relevante (2021: 29,17%, 28/96 | 2022: 37,60%, 6/16). Por fim, o terceiro objetivo foi avaliar o impacto da pandemia do Covid-19 no envio de amostras para o laboratório, procedendo-se, para esse fim, à comparação do número de amostras de abelhas adultas processadas no Posto Apícola entre o início do ano de 2018 e junho de 2022, a nível anual e trimestral. De 2019 para 2020 ocorreu uma queda de cerca de 60% no número de amostras enviadas, sendo que uma avaliação trimestral revelou que a diminuição ocorreu no início do segundo trimestre de 2020, coincidindo com início da pandemia de Covid-19 e respetivas medidas de controlo sanitárias
Autores principais:Campos, Mariana Margarida da Silva
Assunto:Apis mellifera Portugal Varroa destructor Nosema spp Covid-19 Apis mellifera Portugal Varroa destructor Nosema spp. Covid-19
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente dissertação de mestrado visa contribuir para o conhecimento do panorama sanitário do efetivo apícola português, fornecendo ferramentas importantes para o compreender. O primeiro objetivo foi determinar a prevalência nacional, regional e sazonal dos principais agentes patogénicos que afetam a abelha adulta com base na amostra em estudo, e o segundo foi averiguar a interação entre os mesmos. Assim, 493 e 226 amostras de abelhas adultas recolhidas em 2021 e de janeiro a junho de 2022, respetivamente, foram enviadas para o Posto Apícola, INIAV, provenientes de Portugal Continental e Arquipélago dos Açores. Foram analisadas utilizando técnicas macroscópicas e microscópicas estabelecidas pelo laboratório, tendo sido observados Varroa destructor, Nosema spp., Acarapis woodi, Senotainia tricuspis e Braula coeca. Em 2021, o agente mais prevalente foi V. destructor (35,29%, 174/493), seguido por Nosema spp. (26,98%, 133/493), sendo que esta tendência se inverteu em 2022, com valores de 23,89% (54/226) e 25,22% (57/226), respetivamente. O Arquipélago dos Açores foi a única região nacional onde se diagnosticaram casos de parasitismo por A. woodi e por B. coeca, sendo adicionalmente a única zona sem qualquer caso positivo de V. destructor. O terceiro agente mais diagnosticado, S. tricuspis (2021: 21,30%, 105/493 | 2022: 11,06%, 25/226), apresentou o seu padrão sazonal característico em 2022, com maior prevalência no Verão, embora não se tenha observado o mesmo no ano anterior. Aethina tumida e Tropilaelaps spp., agentes etiológicos de doenças emergentes exóticas, não foram detetados. A infeção mista por V. destructor e S. tricuspis foi a mais comum em 2021 (48,96%, 47/96), enquanto em 2022 foi Nosema spp. e S. tricuspis (43,75%, 7/16). Apesar de não ser a mais frequente, a combinação de V. destructor e Nosema spp. revelou-se também muito relevante (2021: 29,17%, 28/96 | 2022: 37,60%, 6/16). Por fim, o terceiro objetivo foi avaliar o impacto da pandemia do Covid-19 no envio de amostras para o laboratório, procedendo-se, para esse fim, à comparação do número de amostras de abelhas adultas processadas no Posto Apícola entre o início do ano de 2018 e junho de 2022, a nível anual e trimestral. De 2019 para 2020 ocorreu uma queda de cerca de 60% no número de amostras enviadas, sendo que uma avaliação trimestral revelou que a diminuição ocorreu no início do segundo trimestre de 2020, coincidindo com início da pandemia de Covid-19 e respetivas medidas de controlo sanitárias