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Poderá a astaxantina aumentar o sucesso ecológico da Daphnia?

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Summary:Vários estudos provaram que as radiações ultravioletas (UVB e UVA) causam danos nos organismos, porém ainda existe muito a clarificar neste campo, uma vez que as respostas à radiação UV parecem ter um carácter específico, variando com a espécie considerada. Neste estudo, a alga verde Chlamydomonas reinhardtii foi exposta a radiação PAR (Radiação Fotossinteticamente Activa) e à radiação mista PAR+UVA, revelando diferenças significativas no conteúdo em carotenóides, que foram superiores em algas expostas a PAR+UVA do que em algas expostas só a radiação PAR. A Daphnia magna também foi exposta a PAR e PAR+UVA, e foi alimentada com três dietas diferentes de: algas expostas a (i) PAR, a (ii) PAR+UVA e a (iii) PAR às quais foi suplementado o pigmento carotenóide astaxantina. O crescimento de D. magna e o seu potencial reprodutor não foram significativamente afectados, nem pela exposição directa, nem indirectamente, através da dieta com algas expostas a UVA. O suplemento de astaxantina não melhorou a resposta da D. magna à UVA relativamente à resposta obtida com uma dieta sem suplemento. O mesmo design experimental foi aplicado à Daphnia obtusa que mostrou uma tendência para produzir menos ovos sob a UVA e para produzir mais ovos com a dieta suplementada com astaxantina, apesar de estas diferenças não serem estatisticamente significativas
Main Authors:Costa, Liliana Santos
Subject:Algas Daphnia Ecologia Teses de mestrado
Year:2009
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade de Lisboa
Language:Portuguese
Origin:Repositório da Universidade de Lisboa
Description
Summary:Vários estudos provaram que as radiações ultravioletas (UVB e UVA) causam danos nos organismos, porém ainda existe muito a clarificar neste campo, uma vez que as respostas à radiação UV parecem ter um carácter específico, variando com a espécie considerada. Neste estudo, a alga verde Chlamydomonas reinhardtii foi exposta a radiação PAR (Radiação Fotossinteticamente Activa) e à radiação mista PAR+UVA, revelando diferenças significativas no conteúdo em carotenóides, que foram superiores em algas expostas a PAR+UVA do que em algas expostas só a radiação PAR. A Daphnia magna também foi exposta a PAR e PAR+UVA, e foi alimentada com três dietas diferentes de: algas expostas a (i) PAR, a (ii) PAR+UVA e a (iii) PAR às quais foi suplementado o pigmento carotenóide astaxantina. O crescimento de D. magna e o seu potencial reprodutor não foram significativamente afectados, nem pela exposição directa, nem indirectamente, através da dieta com algas expostas a UVA. O suplemento de astaxantina não melhorou a resposta da D. magna à UVA relativamente à resposta obtida com uma dieta sem suplemento. O mesmo design experimental foi aplicado à Daphnia obtusa que mostrou uma tendência para produzir menos ovos sob a UVA e para produzir mais ovos com a dieta suplementada com astaxantina, apesar de estas diferenças não serem estatisticamente significativas