Publicação
Estratégias de racionalidade terapêutica; Indicadores, Limitações e Perspetivas
| Resumo: | A saúde é definida como um valor coletivo, um bem de todos. Através do presente enquadramento, a racionalidade terapêutica apresenta-se como uma qualidade ou estado de sensatez, assente em evidência científica e justiça social, que aloca a terapia certa ao doente certo. Determinar a otimização para o comportamento racional na saúde, exige uma compreensão das políticas de saúde muito abrangente. Através da descrição do ciclo do medicamento e da análise dos seus end-points de controlo de qualidade no que respeita à racionalidade, identificam-se limitações e perspetivas. Mais especificamente a prescrição, pressupõe um trabalho paralelo, sonegado, cuja importância é extrema. E é essa componente o foco de desenvolvimento no Capítulo I. Do ponto de vista macro, importa perceber que concomitantemente à prescrição e integrada na mesma fase do ciclo do medicamento, existe a “Seleção de Medicamentos” preconizada por diferentes entidades e a vários níveis. Este conceito será alvo de análise dos seus contributos para a racionalidade terapêutica através da observação de alguns indicadores. À semelhança o ato da dispensa é a visão particular dentro do ciclo do medicamento. A visão holística será o “Acesso” já que sem acessibilidade adequada a racionalidade terapêutica não pode ser alcançada. Ao retratar as diferentes parcelas que constituem a acessibilidade ao medicamento no capítulo II, e novamente através de indicadores congruentes, intenta-se a análise de como estas contribuem para a racionalidade terapêutica. Em virtude, somente após extensa e laboriosa caracterização do ciclo do medicamento, são concebidos os indicadores referentes tanto à seleção como ao acesso que mais se revelam portadores de informação congruente. Cada indicador, inerente aos três âmbitos; Psicossocial, Financeiro e Jurídico logra de uma reflexão disposta com clareza. Destaco ainda a pertinência da inclusão de como os serviços de saúde e a sua otimização e inerentemente, o uso do medicamento se relacionam com a perceção do valor da saúde. |
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| Autores principais: | Abrantes, Joana Rita Neto |
| Assunto: | Seleção Acesso Racionalidade Indicadores Saúde Mestrado Integrado - 2019 |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A saúde é definida como um valor coletivo, um bem de todos. Através do presente enquadramento, a racionalidade terapêutica apresenta-se como uma qualidade ou estado de sensatez, assente em evidência científica e justiça social, que aloca a terapia certa ao doente certo. Determinar a otimização para o comportamento racional na saúde, exige uma compreensão das políticas de saúde muito abrangente. Através da descrição do ciclo do medicamento e da análise dos seus end-points de controlo de qualidade no que respeita à racionalidade, identificam-se limitações e perspetivas. Mais especificamente a prescrição, pressupõe um trabalho paralelo, sonegado, cuja importância é extrema. E é essa componente o foco de desenvolvimento no Capítulo I. Do ponto de vista macro, importa perceber que concomitantemente à prescrição e integrada na mesma fase do ciclo do medicamento, existe a “Seleção de Medicamentos” preconizada por diferentes entidades e a vários níveis. Este conceito será alvo de análise dos seus contributos para a racionalidade terapêutica através da observação de alguns indicadores. À semelhança o ato da dispensa é a visão particular dentro do ciclo do medicamento. A visão holística será o “Acesso” já que sem acessibilidade adequada a racionalidade terapêutica não pode ser alcançada. Ao retratar as diferentes parcelas que constituem a acessibilidade ao medicamento no capítulo II, e novamente através de indicadores congruentes, intenta-se a análise de como estas contribuem para a racionalidade terapêutica. Em virtude, somente após extensa e laboriosa caracterização do ciclo do medicamento, são concebidos os indicadores referentes tanto à seleção como ao acesso que mais se revelam portadores de informação congruente. Cada indicador, inerente aos três âmbitos; Psicossocial, Financeiro e Jurídico logra de uma reflexão disposta com clareza. Destaco ainda a pertinência da inclusão de como os serviços de saúde e a sua otimização e inerentemente, o uso do medicamento se relacionam com a perceção do valor da saúde. |
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