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Diversidade genómica e genética intra-varietal em oliveira Galega Vulgar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em Portugal, a cultivar de oliveira Galega Vulgar é a mais cultivada e a mais apreciada pelas características sensoriais do azeite. Contudo, apresenta diversos obstáculos agronómicos, incluindo dificuldades na propagação vegetativa e difícil aptidão para a cultura em modo super-intensivo, sendo por isso muito importante em termos de programas de melhoramento de plantas. De modo a ultrapassar estas barreiras pretende-se avaliar a variabilidade genómica e genética de um banco de germoplasma constituído por 56 genótipos de ‘Galega Vulgar’ provenientes de diversas zonas do país, presentes no Pólo de Elvas do INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária). A variabilidade genómica foi avaliada em todas as amostras através de citometria de fluxo sendo realizadas seis repetições para cada uma. Os valores médios de conteúdo nuclear obtidos para cada amostra variaram entre 3,20 pg/2C e 3,03 pg/2C representando uma variação de 5,31%. Estes resultados foram interpretados como representantes de uma variabilidade citogenómica entre as amostras, sendo que esta toma o seu valor máximo entre as amostras 1482 e 2092. A variabilidade genética foi avaliada através de marcadores moleculares após a aplicação de 10 “primers”, cinco ISSR (9MS, (GAC)5, (GTG)5, (GACA)4 e (GTGC)4) e cinco RAPD (OPC-04, OPC-07, OPC-08, OPC-10 e OPC-13) em 10 amostras pré-selecionadas com base nos resultados da avaliação genómica. A percentagem de polimorfismo foi semelhante para os dois tipos de “primers” sendo de 62,03% para os RAPD e 57,14% para os ISSR. O dendrograma gerado pelas matrizes resultantes da avaliação dos géis demonstrou que as amostra mais filogeneticamente diferentes são a 1053 e a 1482. Em conclusão a diversidade genómica e genética intra-varietal da ‘Galega Vulgar’ foi provada, sendo que estudos futuros poderão avaliar geneticamente as restantes amostras para descobrir novas dimensões de variabilidade
Autores principais:Pereira, Mónica Ramalhosa
Assunto:oliveira Galega vulgar RAPD ISSR citometria de fluxo diversidade
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Em Portugal, a cultivar de oliveira Galega Vulgar é a mais cultivada e a mais apreciada pelas características sensoriais do azeite. Contudo, apresenta diversos obstáculos agronómicos, incluindo dificuldades na propagação vegetativa e difícil aptidão para a cultura em modo super-intensivo, sendo por isso muito importante em termos de programas de melhoramento de plantas. De modo a ultrapassar estas barreiras pretende-se avaliar a variabilidade genómica e genética de um banco de germoplasma constituído por 56 genótipos de ‘Galega Vulgar’ provenientes de diversas zonas do país, presentes no Pólo de Elvas do INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária). A variabilidade genómica foi avaliada em todas as amostras através de citometria de fluxo sendo realizadas seis repetições para cada uma. Os valores médios de conteúdo nuclear obtidos para cada amostra variaram entre 3,20 pg/2C e 3,03 pg/2C representando uma variação de 5,31%. Estes resultados foram interpretados como representantes de uma variabilidade citogenómica entre as amostras, sendo que esta toma o seu valor máximo entre as amostras 1482 e 2092. A variabilidade genética foi avaliada através de marcadores moleculares após a aplicação de 10 “primers”, cinco ISSR (9MS, (GAC)5, (GTG)5, (GACA)4 e (GTGC)4) e cinco RAPD (OPC-04, OPC-07, OPC-08, OPC-10 e OPC-13) em 10 amostras pré-selecionadas com base nos resultados da avaliação genómica. A percentagem de polimorfismo foi semelhante para os dois tipos de “primers” sendo de 62,03% para os RAPD e 57,14% para os ISSR. O dendrograma gerado pelas matrizes resultantes da avaliação dos géis demonstrou que as amostra mais filogeneticamente diferentes são a 1053 e a 1482. Em conclusão a diversidade genómica e genética intra-varietal da ‘Galega Vulgar’ foi provada, sendo que estudos futuros poderão avaliar geneticamente as restantes amostras para descobrir novas dimensões de variabilidade