Publicação
A questão de Olivença:um caso de politica externa portuguesa
| Resumo: | A reconquista de Olivença pelos portugueses, no século XII, fez parte de um vasto plano militar e político com o objetivo de fazer cerco para a reconquista da cidade de Badajoz. Embora os portugueses quase tenham alcançado esse objetivo, nunca possuíram o controlo da cidade de Odiana, mas conservaram sempre Olivença que, a par de Elvas formavam um dispositivo de praças ofensivas que sistematicamente colocavam Badajoz em perigo iminente, sob a pressão de uma tenaz. Impedidos de se expandirem a nascente pela existência do reino de Castela, a reconquista de Badajoz significava, para os portugueses, o acesso às vastas planícies da Estremadura espanhola, ao caminho que conduzia ao enfraquecimento e reconquista de Sevilha e ao controlo da Andaluzia e, ao mesmo tempo, facilitaria mais tarde o encontro com o Mar Mediterrâneo. Olivença e Elvas foram, ao longo de séculos, uma pressão constante para Badajoz e em 1801, na conjuntura das campanhas napoleónicas na Península, a vila de Olivença, com o seu território, acabou por ser anexada pela Espanha. Anexação que no presente se mantém. O trabalho propõe, no âmbito da politica externa portuguesa, uma análise crítica do percurso histórico de Olivença e dos acontecimentos ocorridos anteriormente à sua anexação, estudando igualmente o processo politico e diplomático posterior e que marcou nos últimos duzentos anos a agenda portuguesa para a sua restituição. No presente, à luz dos tratados e do Direito Internacional, Olivença é de facto um território anexado, tanto mais que não existe consenso entre as partes, não sendo conclusivo o desfecho deste longo processo que para uns se apresenta como facto consumado e para outros constitui uma premissa ética no sentido de repor a legalidade que cabe à nação portuguesa, na soberania de administrar essa parte do seu território. |
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| Autores principais: | Antunes, Eduardo Augusto Pereira |
| Assunto: | Convenções Tratados Guerras (das laranjas) Usurpação Retorno e Impasse Conventions Treaties War ( of oranges ) Usurpation and deadlock |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A reconquista de Olivença pelos portugueses, no século XII, fez parte de um vasto plano militar e político com o objetivo de fazer cerco para a reconquista da cidade de Badajoz. Embora os portugueses quase tenham alcançado esse objetivo, nunca possuíram o controlo da cidade de Odiana, mas conservaram sempre Olivença que, a par de Elvas formavam um dispositivo de praças ofensivas que sistematicamente colocavam Badajoz em perigo iminente, sob a pressão de uma tenaz. Impedidos de se expandirem a nascente pela existência do reino de Castela, a reconquista de Badajoz significava, para os portugueses, o acesso às vastas planícies da Estremadura espanhola, ao caminho que conduzia ao enfraquecimento e reconquista de Sevilha e ao controlo da Andaluzia e, ao mesmo tempo, facilitaria mais tarde o encontro com o Mar Mediterrâneo. Olivença e Elvas foram, ao longo de séculos, uma pressão constante para Badajoz e em 1801, na conjuntura das campanhas napoleónicas na Península, a vila de Olivença, com o seu território, acabou por ser anexada pela Espanha. Anexação que no presente se mantém. O trabalho propõe, no âmbito da politica externa portuguesa, uma análise crítica do percurso histórico de Olivença e dos acontecimentos ocorridos anteriormente à sua anexação, estudando igualmente o processo politico e diplomático posterior e que marcou nos últimos duzentos anos a agenda portuguesa para a sua restituição. No presente, à luz dos tratados e do Direito Internacional, Olivença é de facto um território anexado, tanto mais que não existe consenso entre as partes, não sendo conclusivo o desfecho deste longo processo que para uns se apresenta como facto consumado e para outros constitui uma premissa ética no sentido de repor a legalidade que cabe à nação portuguesa, na soberania de administrar essa parte do seu território. |
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